domingo, 7 de abril de 2013

NASA ENCONTRA AGUA OXIGENADA EM LUA DE JUPITER

A Nasa divulgou nesta sexta-feira (5) a descoberta de peróxido de hidrogênio em abundância em uma das luas de Júpiter. Essa substância é popularmente conhecida como água oxigenada e pode funcionar como uma importante fonte de energia para micro-organismos.

A lua de Júpiter rica em água oxigenada é a Europa, já conhecida por ter um oceano debaixo de sua crosta de gelo. Esses oceanos têm entre 2 e 3 vezes mais água do que os da Terra.
Os cientistas não confirmam que exista vida nesta lua, mas ela é considerada uma das principais candidatas a abrigar vida no Sistema Solar. Além de água, Europa tem uma superfície rica em componentes essenciais para o surgimento de vida, como carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre.

Os pesquisadores analisaram dados do Telescópio Keck II, que fica no Havaí (EUA), ao longo de quatro noites de setembro de 2011. Os resultados mostram que a água oxigenada é difundida em grande parte da superfície de Europa. As maiores concentrações são atingidas em regiões onde a água do gelo é quase pura, com pouca contaminação de enxofre.

A água oxigenada foi encontrada em pontos da superfície da lua longes dos oceanos. Apesar da distância, o estudo afirma que, se a substância na superfície de Europa se misturasse com o oceano, poderia ser uma fonte de energia importante para gerar vida.

O principal autor do estudo Kevin Hand, do Laboratório de Propulsão a Jato, explica que a disponibilidade de oxidantes como a água oxigenada na Terra foram fundamentais para a ascensão de formas de vida complexas e multicelulares no planeta. A pesquisa foi publicada recentemente no periódico científico Astrophysical Journal Letters.

A Galáxia do Olho Negro

A imagem a seguir mostra a bela e brilhante galáxia espiral M64 (Messier 64), normalmente chamada de Galáxia do Olho Negro ou a Galáxia da Bela Adormecida, devido a sua aparência de pálpebras pesadas em visões telescópicas.

© Martin Pugh (galáxia M64)

A M64 está localizada a aproximadamente 17 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação do céu do hemisfério norte Coma Berenices. De fato, ser chamada de Galáxia do Olho Vermelho também seria um apelido apropriado com base nessa imagem colorida, que é na verdade uma composição de imagens obtidas com filtros de banda larga e banda estreita. As enormes nuvens de poeira que obscurecem a região central da M64 no seu lado visível são concatenadas com o brilho avermelhado do hidrogênio associado com as regiões de formação de estrelas. Mas essas não são as únicas características marcantes da galáxia. 

Observações mostram que a M64 é na verdade composta por dois sistemas concêntricos, em rotação contrária de estrelas, um localizado numa parte interna com 3.000 anos-luz de raio e outro se estendendo a aproximadamente 40.000 anos-luz de raio, os dois girando em direções opostas. O olho empoeirado e a rotação bizarra é provavelmente o resultado de uma fusão ocorrida a um bilhão de anos atrás de duas galáxias diferentes.

Fonte: NASA

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Os aparelhos para “malhar” no espaço

O astronauta canadense Chris Hadfield, comandante da Estação Espacial Internacional, respondeu em um vídeo uma dúvida dos curiosos: como os astronautas fazem exercício no espaço, em gravidade zero?



Parece divertidíssimo flutuar no meio das estrelas, mas o fato é que a falta de gravidade pode ser muito prejudicial aos astronautas. Com a falta de resistência, eles perdem coordenação muscular,  massa muscular, massa óssea, etc. Para se ter uma ideia,um astronauta perde, em média, 2% de sua massa óssea para cada mês que passa no espaço.
Sendo assim, eles precisam malhar. E, aparentemente, fazem basicamente as mesmas coisas que fazemos aqui na Terra: correm em uma esteira, levantam peso, etc. No entanto, eles precisam ficar cuidadosamente amarrados por uma corda – por causa da mesma chatinha gravidade zero. Além disso, precisam malhar pelo menos duas horas todos os dias para manter sua massa muscular e óssea.

No vídeo acima, da CSA (agência espacial canadense), é possível ver alguns dos aparelhos que se encontram lá na estação, e como os astronautas se arramam ou os utilizam para poder se exercitar com sucesso.

Fonte:[Gizmodo]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Rocha encontrada no Marrocos pode ter vindo de Mercúrio

Uma rocha esverdeada foi encontrada no ano passado no Marrocos, e agora os cientistas dizem que ela provavelmente teve origem no planeta mais interno do nosso sistema solar: Mercúrio.
O anúncio foi feito pelo especialista em meteorito Anthony Irving. Segundo ele, a rocha espacial verde-ervilha, apelidada de “NWA 7325″, tem pelo menos 4,56 bilhões de anos, e não vem de Marte nem de um asteroide, mas sim de Mercúrio – se a hipótese for confirmada, será a primeira vez que um pedaço de tal planeta é descoberto na Terra.



“Pode ser uma amostra de Mercúrio, ou pode ser uma amostra de um corpo menor do que Mercúrio, mas parecido com ele”, disse Irving. De acordo com o especialista, a composição química da rocha é diferente de qualquer outro meteorito marciano que ele já viu, ou de qualquer meteorito originado de um asteroide.
NWA 7325 tem uma intensidade magnética menor – o magnetismo passou do campo magnético de um corpo cósmico para a rocha – do que qualquer outra rocha já encontrada.
Dados enviados da nave Messenger da NASA, atualmente em órbita em Mercúrio, mostram que o magnetismo baixo do planeta se assemelha ao encontrado em NWA 7325.
Outras observações da Messenger também corroboram a teoria de Irving. Cientistas familiarizados com a composição geológica e química de Mercúrio pensam que a superfície do planeta é muito pobre em ferro. O meteorito também é pobre em ferro, o que sugere que o lugar de onde a rocha veio deve ser no mínimo semelhante a Mercúrio.
Segundo Irving, em última análise, apenas o retorno de uma amostra de Mercúrio pode fornecer uma resposta definitiva quanto às origens da rocha. Infelizmente, isso pode levar algum tempo.Mercúrio é, historicamente, um assunto frequentemente negligenciado na investigação científica. A Messenger é a primeira nave espacial a orbitar o planeta, e só está lá desde 2011.

Veja o artigo completo de Irving descrevendo a rocha (em inglês) aqui.[io9]



terça-feira, 2 de abril de 2013

Via Láctea pode estar cercada por cerca de 2.000 buracos negros errantes

Galáxias e seus buracos negros centrais supermassivos cresceram em conjunto, como resultado de colisões e fusões entre inúmeras galáxias menores antigas.

Segundo a teoria, cada galáxia pode ter um buraco negro em seu centro. Conforme as galáxias se fundem, seus buracos negros centrais se fundem também, construindo um objeto supermassivo com milhões de vezes a massa do sol.
No entanto, galáxias às vezes se fundem sem combinarem seus buracos negros centrais, lançando um desses objetos para fora da nova formação, para as profundezas do espaço. Colisões entre buracos negros também criam ondas gravitacionais, o que pode “chutar” um buraco negro recém-fundido para fora de sua galáxia hospedeira.
De acordo com uma simulação de computador feita pelos pesquisadores Valery Rashkov e Piero Madau da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), um número impressionante desses buracos negros “abandonados” pode ser encontrado no halo da Via Láctea, uma região periférica gigante de gás que fica além das estrelas da nossa galáxia.
Há uma variação considerável em termos de quantos buracos negros podem existir lá fora – Rashkov e Madau acreditam que esse número pode variar de tão baixo quanto 70 a tão alto quanto 2.000.
Esses objetos são o que os pesquisadores chamam de “sementes” de buracos negros. Eles têm um tamanho intermediário e já foram encontrados no centro de coleções de estrelas e gás – essas estruturas não eram grandes o suficiente para serem consideradas galáxias em seu próprio direito, mas se combinaram com outros blocos para formar galáxias como a Via Láctea.
Embora um bom número destes buracos negros relativamente pequenos se uniu para formar a atual safra de buracos negros supermassivos que fica no centro de galáxias como a nossa, o caos dessas fusões intergalácticas pode ter deixado alguns dos buracos negros menores presos nas regiões mais distantes do espaço.
Enquanto a maioria desses buracos negros seria praticamente impossível de detectar, alguns podem ter trazido aglomerados de estrelas e matéria escura junto com eles. Se esse for o caso, os pesquisadores devem ser capazes de detectar a luz fraca desses objetos no halo da Via Láctea com telescópios atuais ou futuros, o que pode nos dizer mais sobre como eles foram formados.