quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Telescópio registra brilho de novas estrelas na constelação de Órion
Uma nova imagem das nuvens cósmicas na constelação de Órion revela o que parece ser uma fita flamejante no céu.
© ESO/APEX (formação estelar na Nebulosa de Órion)
O
brilho laranja representa a radiação tênue emitida pelos grãos de
poeira fria interestelar, em comprimentos de onda longos demais para
poderem ser vistos com o olho humano. Esta imagem foi obtida pelo
Atacama Pathfinder Experiment (APEX), operado pelo ESO no Chile.
As
nuvens de gás e poeira interestelar são a matéria prima a partir da
qual as estrelas se formam. No entanto, estes minúsculos grãos de poeira
bloqueiam a nossa visão, não nos permitindo observar além das nuvens -
pelo menos nos comprimentos de onda ópticos - o que dificulta a
observação dos processos de formação estelar.
Esta é a razão pela qual os astrônomos usam instrumentos que são capazes de “ver” em outros comprimentos de onda. Na região do submilímetro, em vez de bloquear a radiação, os grãos de poeira brilham devido às suas temperaturas de algumas dezenas de graus acima do zero absoluto. Objetos mais quentes emitem a maior parte da sua radiação em comprimentos de onda mais curtos e objetos mais frios emitem a comprimentos de onda mais longos. Como exemplo, estrelas muito quentes (com temperaturas da ordem dos 20.000 graus Kelvin) aparecem azuis e estrelas mais frias (com temperaturas de cerca de 3.000 graus Kelvin) aparecem vermelhas. Uma nuvem de poeira com uma temperatura de apenas dez Kelvin tem o seu pico de emissão a comprimentos de onda muito mais longos - a cerca de 0,3 milímetros - na zona do espectro electromagnético para a qual o APEX é muito sensível. O telescópio APEX com a sua câmera LABOCA, trabalhando nos comprimentos de onda do submilímetro, situado a uma altitude de 5.000 metros acima do nível do mar, no planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, é a ferramenta ideal para este tipo de observação.
Esta imagem espetacular mostra apenas uma parte do complexo maior conhecido como a Nuvem Molecular de Órion, na constelação de Órion. Esta região, que apresenta uma mistura de nebulosas brilhantes, estrelas quentes jovens e nuvens de poeira fria, tem uma dimensão de centenas de anos-luz e situa-se a cerca de 1.350 anos-luz de distância da Terra. O brilho emitido pelas nuvens de poeira fria nos comprimentos de onda do submilímetro está marcado em laranja na imagem e encontra-se sobreposto a uma imagem da região obtida na luz visível mais familiar.
A enorme nuvem brilhante que se vê na imagem, em cima e à direita, é a bem conhecida Nebulosa de Órion, também chamada Messier 42. Pode ser vista a olho nu, aparecendo como a ligeiramente tremida “estrela” do meio na espada de Órion. A Nebulosa de Órion é a região mais brilhante de uma enorme maternidade estelar onde novas estrelas estão se formando, sendo também o local mais perto da Terra onde se formam estrelas de grande massa.
As nuvens de poeira formam bonitos filamentos, lençóis e bolhas, como resultado de processos que incluem colapso gravitacional e efeitos de ventos estelares. Estes ventos são correntes de gás ejetado pelas atmosferas estelares, e são suficientemente poderosos para esculpir as nuvens circundantes nas formas convolutas que aqui se podem observar.
Os astrônomos utilizaram estes e outros dados do APEX, assim como imagens do Observatório Espacial Herschel da ESA, para procurar protoestrelas na região de Órion - uma fase inicial da formação estelar. Até agora conseguiram identificar 15 objetos que são muito mais brilhantes nos comprimentos de onda longos do que nos curtos. Estes raros objetos recém descobertos estão provavelmente entre as protoestrelas mais jovens encontradas até agora, o que ajuda os astrônomos a aproximarem-se mais do momento em que uma estrela começa a se formar.
Esta é a razão pela qual os astrônomos usam instrumentos que são capazes de “ver” em outros comprimentos de onda. Na região do submilímetro, em vez de bloquear a radiação, os grãos de poeira brilham devido às suas temperaturas de algumas dezenas de graus acima do zero absoluto. Objetos mais quentes emitem a maior parte da sua radiação em comprimentos de onda mais curtos e objetos mais frios emitem a comprimentos de onda mais longos. Como exemplo, estrelas muito quentes (com temperaturas da ordem dos 20.000 graus Kelvin) aparecem azuis e estrelas mais frias (com temperaturas de cerca de 3.000 graus Kelvin) aparecem vermelhas. Uma nuvem de poeira com uma temperatura de apenas dez Kelvin tem o seu pico de emissão a comprimentos de onda muito mais longos - a cerca de 0,3 milímetros - na zona do espectro electromagnético para a qual o APEX é muito sensível. O telescópio APEX com a sua câmera LABOCA, trabalhando nos comprimentos de onda do submilímetro, situado a uma altitude de 5.000 metros acima do nível do mar, no planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, é a ferramenta ideal para este tipo de observação.
Esta imagem espetacular mostra apenas uma parte do complexo maior conhecido como a Nuvem Molecular de Órion, na constelação de Órion. Esta região, que apresenta uma mistura de nebulosas brilhantes, estrelas quentes jovens e nuvens de poeira fria, tem uma dimensão de centenas de anos-luz e situa-se a cerca de 1.350 anos-luz de distância da Terra. O brilho emitido pelas nuvens de poeira fria nos comprimentos de onda do submilímetro está marcado em laranja na imagem e encontra-se sobreposto a uma imagem da região obtida na luz visível mais familiar.
A enorme nuvem brilhante que se vê na imagem, em cima e à direita, é a bem conhecida Nebulosa de Órion, também chamada Messier 42. Pode ser vista a olho nu, aparecendo como a ligeiramente tremida “estrela” do meio na espada de Órion. A Nebulosa de Órion é a região mais brilhante de uma enorme maternidade estelar onde novas estrelas estão se formando, sendo também o local mais perto da Terra onde se formam estrelas de grande massa.
As nuvens de poeira formam bonitos filamentos, lençóis e bolhas, como resultado de processos que incluem colapso gravitacional e efeitos de ventos estelares. Estes ventos são correntes de gás ejetado pelas atmosferas estelares, e são suficientemente poderosos para esculpir as nuvens circundantes nas formas convolutas que aqui se podem observar.
Os astrônomos utilizaram estes e outros dados do APEX, assim como imagens do Observatório Espacial Herschel da ESA, para procurar protoestrelas na região de Órion - uma fase inicial da formação estelar. Até agora conseguiram identificar 15 objetos que são muito mais brilhantes nos comprimentos de onda longos do que nos curtos. Estes raros objetos recém descobertos estão provavelmente entre as protoestrelas mais jovens encontradas até agora, o que ajuda os astrônomos a aproximarem-se mais do momento em que uma estrela começa a se formar.
sábado, 11 de maio de 2013
Nasa considera quebra-cabeça tecnológico levar humanos a Marte
Entrar na atmosfera de Marte e levar astronautas até sua superfície é um
quebra-cabeças tecnológico ainda mais complexo do que o pouso do robô
Curiosity, além de ser um dos maiores desafios da missão tripulada ao
planeta vermelho, disseram especialistas da agência espacial americana,Nasa nesta quarta-feira (8).
A discussão se intensificou após o diretor da Nasa, Charles Bolden, afirmar na segunda-feira (6) que os Estados Unidos estavam decididos, apesar de suas dificuldades orçamentárias, a enviar astronautas a Marte nos próximos 20 anos, mobilizando todos os recursos da exploração espacial para este único fim.
Em agosto passado, os cientistas alcançaram um grande feito com o pouso do Curiosity, um robô de uma tonelada, o mais pesado a tocar a superfície de Marte, e que incluiu o uso de um guindaste e de um paraquedas supersônico. No entanto, especialistas garantem que tudo será ainda mais difícil com humanos a bordo.
"O pouso do Curiosity em Marte foi um feito incrível", declarou Robert Braun, ex-engenheiro da Nasa, atualmente professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em conferência celebrada em Washington sobre a conquista do planeta vermelho. "Mas não é mais do que um pequeníssimo passo em comparação com tudo o que precisamos fazer para poder caminhar algum dia em Marte", acrescentou.
A conferência de três dias, iniciada nesta segunda-feira (6), reuniu especialistas da Nasa, pesquisadores universitários e membros da indústria aeroespacial para discutir a exploração do planeta vermelho. "O Curiosity tem o tamanho de um pequeno [veículo] 4x4", disse Braun sobre o laboratório móvel de seis rodas que tem explorado Marte nos últimos nove meses.
"Mas para uma missão tripulada seria necessário desenvolver um dispositivo capaz de pousar em solo marciano um volume equivalente a uma casa de dois andares com massa de 40 toneladas", acrescentou.
Suprimentos e potência
Uma missão assim demandaria envio de comida, água e oxigênio para os astronautas, e de um veículo suficientemente potente para retornar à nave espacial, que provavelmente ficaria em órbita. "As tecnologias às quais recorreríamos para pousar uma carga assim em Marte seriam sem dúvida muito diferentes dos sistemas que temos utilizado no robô, destacadamente menores", disse Braun.
Com exceção do Curiosity, as seis primeiras sondas americanas que pousaram com sucesso em solo marciano desde 1974 eram suficientemente leves para frear sua descida com um paraquedas e amortecer com balões o contato com o solo.
Pesado demais para este modelo de pouso, o Curiosity demandou um complexo sistema que incluía um paraquedas supersônico e uma grua propulsionada por foguetes. Nada disso pode ser aplicado às cargas previstas para uma missão tripulada, disse Braun.
A atmosfera marciana é claramente menos densa do que a da Terra, cuja pressão atmosférica a 40 km de altitude é equivalente à de Marte a 10 mil metros, o que deixa pouco tempo para frear a velocidade supersônica de uma nave espacial, afirmou. "É um desafio que ainda não enfrentamos e para o qual não temos uma resposta específica", afirmou.
Para Adam Stelzner, um dos inventores da grua que permitiu fazer o Curiosity pousar, "não se trata de inventarmos novas tecnologias, mas de sermos um pouco mais criativos com o uso do que existe".
"Em 2003 - oito anos antes do lançamento do Curiosity - não sabíamos como pousar em Marte", lembrou este engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, afirmando que a grua espacial poderia servir para uma missão tripulada. "Precisamos de um sistema de retropropulsão que funcione duas ou três vezes na velocidade do som", opinou Charles Campbell, especialista em aerodinâmica da Nasa.
"Sabemos como construir uma máquina supersônica, mas não em retropropulsão", acrescentou, avaliando que "o motor do foguete e o controle da aterrissagem representam as maiores dificuldades". "Uma missão humana a Marte exigirá um veículo na escala de um ônibus espacial", disse Campbell, acrescentando que os custos serão altos e a magnitude do esforço provavelmente exigirá cooperação internacional.
A discussão se intensificou após o diretor da Nasa, Charles Bolden, afirmar na segunda-feira (6) que os Estados Unidos estavam decididos, apesar de suas dificuldades orçamentárias, a enviar astronautas a Marte nos próximos 20 anos, mobilizando todos os recursos da exploração espacial para este único fim.
Em agosto passado, os cientistas alcançaram um grande feito com o pouso do Curiosity, um robô de uma tonelada, o mais pesado a tocar a superfície de Marte, e que incluiu o uso de um guindaste e de um paraquedas supersônico. No entanto, especialistas garantem que tudo será ainda mais difícil com humanos a bordo.
"O pouso do Curiosity em Marte foi um feito incrível", declarou Robert Braun, ex-engenheiro da Nasa, atualmente professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em conferência celebrada em Washington sobre a conquista do planeta vermelho. "Mas não é mais do que um pequeníssimo passo em comparação com tudo o que precisamos fazer para poder caminhar algum dia em Marte", acrescentou.
A conferência de três dias, iniciada nesta segunda-feira (6), reuniu especialistas da Nasa, pesquisadores universitários e membros da indústria aeroespacial para discutir a exploração do planeta vermelho. "O Curiosity tem o tamanho de um pequeno [veículo] 4x4", disse Braun sobre o laboratório móvel de seis rodas que tem explorado Marte nos últimos nove meses.
"Mas para uma missão tripulada seria necessário desenvolver um dispositivo capaz de pousar em solo marciano um volume equivalente a uma casa de dois andares com massa de 40 toneladas", acrescentou.
Uma missão assim demandaria envio de comida, água e oxigênio para os astronautas, e de um veículo suficientemente potente para retornar à nave espacial, que provavelmente ficaria em órbita. "As tecnologias às quais recorreríamos para pousar uma carga assim em Marte seriam sem dúvida muito diferentes dos sistemas que temos utilizado no robô, destacadamente menores", disse Braun.
Com exceção do Curiosity, as seis primeiras sondas americanas que pousaram com sucesso em solo marciano desde 1974 eram suficientemente leves para frear sua descida com um paraquedas e amortecer com balões o contato com o solo.
Pesado demais para este modelo de pouso, o Curiosity demandou um complexo sistema que incluía um paraquedas supersônico e uma grua propulsionada por foguetes. Nada disso pode ser aplicado às cargas previstas para uma missão tripulada, disse Braun.
A atmosfera marciana é claramente menos densa do que a da Terra, cuja pressão atmosférica a 40 km de altitude é equivalente à de Marte a 10 mil metros, o que deixa pouco tempo para frear a velocidade supersônica de uma nave espacial, afirmou. "É um desafio que ainda não enfrentamos e para o qual não temos uma resposta específica", afirmou.
Para Adam Stelzner, um dos inventores da grua que permitiu fazer o Curiosity pousar, "não se trata de inventarmos novas tecnologias, mas de sermos um pouco mais criativos com o uso do que existe".
"Em 2003 - oito anos antes do lançamento do Curiosity - não sabíamos como pousar em Marte", lembrou este engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, afirmando que a grua espacial poderia servir para uma missão tripulada. "Precisamos de um sistema de retropropulsão que funcione duas ou três vezes na velocidade do som", opinou Charles Campbell, especialista em aerodinâmica da Nasa.
"Sabemos como construir uma máquina supersônica, mas não em retropropulsão", acrescentou, avaliando que "o motor do foguete e o controle da aterrissagem representam as maiores dificuldades". "Uma missão humana a Marte exigirá um veículo na escala de um ônibus espacial", disse Campbell, acrescentando que os custos serão altos e a magnitude do esforço provavelmente exigirá cooperação internacional.
Fonte: g1.com
Observação do planeta Saturno no Campus do Itaperi
O Observatório Astronômico Otto de Alencar, da Universidade Estadual do
Ceará (UECE) e o Clube de Astronomia de Fortaleza (CASF) fizeram na
noite de quarta-feira, dia 8, o que pode ser considerado o melhor
registro do planeta Saturno a partir de solo cearense.
Os trabalhos de observação e registro fotográfico aconteceram entre às 18h30 e 21h30, pela equipe composta por Luidhy Santana, aluno de Física da UECE e bolsista da Funcap, e pelo astrônomo amador Paulo Régis, do CASF. O resultado foi a foto abaixo:
“No registro feito, percebe-se detalhes como os espaços entre os anéis que são as divisões de Cassini de forma bem clara e a de Encke, mais sutilmente. Percebe-se também as faixas equatoriais e a famosa tempestade hexagonal no polo, que foi fotografada pela primeira vez pela Sonda Cassini em órbita de Saturno em 27 de Novembro de 2012”, explica Paulo Régis.
Neste momento, informa Luidhy, Saturno esta a 1,3 bilhão de quilômetros da Terra. “Para se ter uma noção de quanto é longe, a distância entre a terra e o sol é 150 milhões de quilômetros e a nossa lua esta a apenas 384mil km de nosso Planeta.
A atividade foi uma troca de experiências com o objetivo de desenvolver conhecimentos para realizar pesquisas astronômicas de ponta. Hoje o observatório da UECE conta com um equipamento moderno e tecnologicamente atualizado.
O integrante do CASF, Paulo Régis, com experiência prática na obtenção e tratamento de imagens celestes, passou os principais procedimentos para captação de imagens planetárias para Luidhy, um dos membros do observatório Otto de Alencar e também membro do CASF. Dessa forma este trabalhou configurou um dos primeiros momentos de colaboração entre o CASF e o Observatório Otto de Alencar.
Equipamentos e métodos utilizados:
Telescópio Schmidt-Cassegrain 14" F= 3910mm, f11
Câmara planetária ASI 120 MC Powermate 2X
Captação dos dados: 769 frames a 16FPS com aproveitamentos de 546 frames usando o programa Sharpcapture
Processamento e empilhamento dos dados nos programas Castrator e AS!2
Fonte: Uece.br
Site para informações extras: http://saturn.jpl.nasa.gov/photos/imagedetails/index.cfm?imageId=4805
Os trabalhos de observação e registro fotográfico aconteceram entre às 18h30 e 21h30, pela equipe composta por Luidhy Santana, aluno de Física da UECE e bolsista da Funcap, e pelo astrônomo amador Paulo Régis, do CASF. O resultado foi a foto abaixo:
“No registro feito, percebe-se detalhes como os espaços entre os anéis que são as divisões de Cassini de forma bem clara e a de Encke, mais sutilmente. Percebe-se também as faixas equatoriais e a famosa tempestade hexagonal no polo, que foi fotografada pela primeira vez pela Sonda Cassini em órbita de Saturno em 27 de Novembro de 2012”, explica Paulo Régis.
Neste momento, informa Luidhy, Saturno esta a 1,3 bilhão de quilômetros da Terra. “Para se ter uma noção de quanto é longe, a distância entre a terra e o sol é 150 milhões de quilômetros e a nossa lua esta a apenas 384mil km de nosso Planeta.
A atividade foi uma troca de experiências com o objetivo de desenvolver conhecimentos para realizar pesquisas astronômicas de ponta. Hoje o observatório da UECE conta com um equipamento moderno e tecnologicamente atualizado.
O integrante do CASF, Paulo Régis, com experiência prática na obtenção e tratamento de imagens celestes, passou os principais procedimentos para captação de imagens planetárias para Luidhy, um dos membros do observatório Otto de Alencar e também membro do CASF. Dessa forma este trabalhou configurou um dos primeiros momentos de colaboração entre o CASF e o Observatório Otto de Alencar.
Equipamentos e métodos utilizados:
Telescópio Schmidt-Cassegrain 14" F= 3910mm, f11
Câmara planetária ASI 120 MC Powermate 2X
Captação dos dados: 769 frames a 16FPS com aproveitamentos de 546 frames usando o programa Sharpcapture
Processamento e empilhamento dos dados nos programas Castrator e AS!2
Fonte: Uece.br
Site para informações extras: http://saturn.jpl.nasa.gov/photos/imagedetails/index.cfm?imageId=4805
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Estudo indica que a água da Lua e a da Terra têm a mesma origem
Um estudo divulgado nesta quinta-feira em artigo na revista Science indica que a origem da água da Lua
é muito parecida com a da substância na Terra. Pesquisadores
descobriram que a quantidade de deutério na água presa em pedras
capturadas pelas missões Apollo indica que a água do nosso satélite
natural veio do cinturão de asteroides.
Há cerca de 4,5 bilhões de anos, dois enormes objetos
colidiram no Sistema Solar e o resultado desse acidente de trânsito
cósmico foi a formação de dois outros corpos: a Terra e a Lua. O intenso
calor gerado nesse batida acabou com a água que por aqui existia.
Contudo, ao longo desses bilhões de anos de jogo de bilhar astronômico,
outros corpos menores se chocaram no planeta, e hoje temos evidências
científicas de que a água, tão necessária à vida na terceira rocha do
Sistema Solar, veio desses meteoritos. Pelo menos é o que se pensava até
agora.
Os cientistas analisaram cristais que estão em pedras do
nosso satélite natural que as missões Apollo trouxeram para a Terra.
Como a água fica "presa" nesses cristais, eles conseguem descobrir a
proporção de deutério - um isótopo de hidrogênio que tem um nêutron a
mais de o hidrogênio comum - nela. A água tem mais ou menos deutério
conforme o local onde ela se forma no Sistema Solar - quanto mais
próximo do Sol, menos desse isótopo pode ser encontrado.
Os pesquisadores descobriram que essa proporção é
compatível com condritos carbonáceos, meteoritos do Cinturão de
Asteroides (aquele que fica entre Marte e Júpiter), e que se acredita
que também são a origem da água no nosso planeta. Isso descartaria outra
hipótese, de que cometas - que se formam nos confins do nosso sistema,
na Nuvem de Oort - seriam a fonte da água da Lua.
"As medições em si são muito difíceis", diz Erik Hauri,
do Instituto Carnegie de Washington. "Mas os novos dados proveem a
melhor evidência até agora de que os condritos que carregam carbono são
uma fonte comum para os voláteis (substâncias como a água) na Terra e na
Lua, e talvez em todo o Sistema Solar interior."
Essa descoberta apresenta um problema para a teoria de
que a Terra e a Lua foram criadas por um grande impacto: se a água dos
dois corpos tem uma fonte em comum, isso sugere que ela já deveria estar
por aqui quando o impacto aconteceu. Segundo os pesquisadores, contudo,
o estudo não é inconsistente com essa hipótese.
"O impacto de alguma forma não causou a perda de toda a
água", diz Alberto Saal, da Universidade Brown, que também participou da
pesquisa. "Mas ainda não sabemos como esse processo ocorreu."
"Nosso trabalho sugere que elementos altamente voláteis
não são completamente perdidos durante um grande impacto, diz James Van
Orman da Universidade Case Western Reserve. "Nós precisamos voltar à
prancheta e descobrir mais sobre que acontece nos grandes impactos, e
nós precisamos também lidar melhor com os inventários voláteis da Lua."
Font: Terra
Assinar:
Postagens (Atom)




