quinta-feira, 16 de maio de 2013

Estrelas

Uma estrela é uma grande e luminosa esfera de plasma, mantida íntegra pela gravidade. Ao fim de sua vida, uma estrela pode conter também uma proporção de matéria degenerada. A estrela mais próxima da Terra é o Sol, que é a fonte da maior parte da energia do planeta. Outras estrelas são visíveis da Terra durante a noite, quando não são ofuscadas pela luz do Sol ou bloqueadas por fenômenos atmosféricos. Historicamente, as estrelas mais importantes da esfera celeste foram agrupadas em constelações e asterismos, e as estrelas mais brilhantes ganharam nomes próprios. Extensos catálogos de estrelas foram compostos pelos astrônomos, o que permite a existência de designações padronizadas.


Pelo menos durante uma parte da sua vida, uma estrela brilha devido à fusão nuclear do hidrogênio no seu núcleo, liberando energia que atravessa o interior da estrela e irradia para o espaço sideral. Quase todos os elementos que ocorrem na natureza mais pesados que o hélio foram criados por estrelas, seja pela nucleossíntese estelar durante as suas vidas ou pela nucleossíntese de supernova quando as estrelas explodem. Os astrônomos podem determinar a massa, idade, composição química e muitas outras propriedades de uma estrela observando o seu espectro, luminosidade e movimento no espaço. A massa total de uma estrela é o principal determinante da sua evolução e possível destino. Outras características de uma estrela são determinadas pela história da sua evolução, inclusive o diâmetro, rotação, movimento e temperatura. Um diagrama da temperatura de muitas estrelas contra suas luminosidades, conhecido como Diagrama de Hertzsprung-Russell (Diagrama H-R), permite determinar a idade e o estado evolucionário de uma estrela.
Uma estrela se forma pelo colapso de uma nuvem de material composta principalmente de hidrogênio e traços de elementos mais pesados. Uma vez que o núcleo estelar seja suficientemente denso, parte do hidrogênio é gradativamente convertido em hélio pelo processo de fusão nuclear. O restante do interior da estrela transporta a energia a partir do núcleo por uma combinação de processos radiantes e convectivos. A pressão interna da estrela impede que ela colapse devido a sua própria gravidade. Quando o combustível do núcleo (hidrogênio) se exaure, as estrelas que possuem pelo menos 40% da massa do Sol se expandem para se tornarem gigantes vermelhas, em alguns casos fundindo elementos mais pesados no núcleo ou em camadas em torno do núcleo. A estrela então evolui para uma forma degenerada, reciclando parte do material para o ambiente interestelar, onde será formada uma nova geração de estrelas com uma maior proporção de elementos pesados.
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Telescópio registra brilho de novas estrelas na constelação de Órion

Uma nova imagem das nuvens cósmicas na constelação de Órion revela o que parece ser uma fita flamejante no céu.


© ESO/APEX (formação estelar na Nebulosa de Órion)
O brilho laranja representa a radiação tênue emitida pelos grãos de poeira fria interestelar, em comprimentos de onda longos demais para poderem ser vistos com o olho humano. Esta imagem foi obtida pelo Atacama Pathfinder Experiment (APEX), operado pelo ESO no Chile.
As nuvens de gás e poeira interestelar são a matéria prima a partir da qual as estrelas se formam. No entanto, estes minúsculos grãos de poeira bloqueiam a nossa visão, não nos permitindo observar além das nuvens - pelo menos nos comprimentos de onda ópticos - o que dificulta a observação dos processos de formação estelar.
Esta é a razão pela qual os astrônomos usam instrumentos que são capazes de “ver” em outros comprimentos de onda. Na região do submilímetro, em vez de bloquear a radiação, os grãos de poeira brilham devido às suas  temperaturas de algumas dezenas de graus acima do zero absoluto. Objetos mais quentes emitem a maior parte da sua radiação em comprimentos de onda mais curtos e objetos mais frios emitem a comprimentos de onda mais longos. Como exemplo, estrelas muito quentes (com temperaturas da ordem dos 20.000 graus Kelvin) aparecem azuis e estrelas mais frias (com temperaturas de cerca de 3.000 graus Kelvin) aparecem vermelhas. Uma nuvem de poeira com uma temperatura de apenas dez Kelvin tem o seu pico de emissão a comprimentos de onda muito mais longos - a cerca de 0,3 milímetros - na zona do espectro electromagnético para a qual o APEX é muito sensível. O telescópio APEX com a sua câmera LABOCA, trabalhando nos comprimentos de onda do submilímetro, situado a uma altitude de 5.000 metros acima do nível do mar, no planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, é a ferramenta ideal para este tipo de observação.
Esta imagem espetacular mostra apenas uma parte do complexo maior conhecido como a Nuvem Molecular de Órion, na constelação de Órion. Esta região, que apresenta uma mistura de nebulosas brilhantes, estrelas quentes jovens e nuvens de poeira fria, tem uma dimensão de centenas de anos-luz e situa-se a cerca de 1.350 anos-luz de distância da Terra. O brilho emitido pelas nuvens de poeira fria nos comprimentos de onda do submilímetro está marcado em laranja na imagem e encontra-se sobreposto a uma imagem da região obtida na luz visível mais familiar.
A enorme nuvem brilhante que se vê na imagem, em cima e à direita, é a bem conhecida Nebulosa de Órion, também chamada Messier 42. Pode ser vista a olho nu, aparecendo como a ligeiramente tremida “estrela” do meio na espada de Órion. A Nebulosa de Órion é a região mais brilhante de uma enorme maternidade estelar onde novas estrelas estão se formando, sendo também o local mais perto da Terra onde se formam estrelas de grande massa.
As nuvens de poeira formam bonitos filamentos, lençóis e bolhas, como resultado de processos que incluem colapso gravitacional e efeitos de ventos estelares. Estes ventos são correntes de gás ejetado pelas atmosferas estelares, e são suficientemente poderosos para esculpir as nuvens circundantes nas formas convolutas que aqui se podem observar.
Os astrônomos utilizaram estes e outros dados do APEX, assim como imagens do Observatório Espacial Herschel da ESA, para procurar protoestrelas na região de Órion - uma fase inicial da formação estelar. Até agora conseguiram identificar 15 objetos que são muito mais brilhantes nos comprimentos de onda longos do que nos curtos. Estes raros objetos recém descobertos estão provavelmente entre as protoestrelas mais jovens encontradas até agora, o que ajuda os astrônomos a aproximarem-se mais do momento em que uma estrela começa a se formar.

Fonte: ESO

sábado, 11 de maio de 2013

Nasa considera quebra-cabeça tecnológico levar humanos a Marte

Entrar na atmosfera de Marte e levar astronautas até sua superfície é um quebra-cabeças tecnológico ainda mais complexo do que o pouso do robô Curiosity, além de ser um dos maiores desafios da missão tripulada ao planeta vermelho, disseram especialistas da agência espacial americana,Nasa nesta quarta-feira (8).

A discussão se intensificou após o diretor da Nasa, Charles Bolden, afirmar na segunda-feira (6) que os Estados Unidos estavam decididos, apesar de suas dificuldades orçamentárias, a enviar astronautas a Marte nos próximos 20 anos, mobilizando todos os recursos da exploração espacial para este único fim.
Em agosto passado, os cientistas alcançaram um grande feito com o pouso do Curiosity, um robô de uma tonelada, o mais pesado a tocar a superfície de Marte, e que incluiu o uso de um guindaste e de um paraquedas supersônico. No entanto, especialistas garantem que tudo será ainda mais difícil com humanos a bordo.
"O pouso do Curiosity em Marte foi um feito incrível", declarou Robert Braun, ex-engenheiro da Nasa, atualmente professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em conferência celebrada em Washington sobre a conquista do planeta vermelho. "Mas não é mais do que um pequeníssimo passo em comparação com tudo o que precisamos fazer para poder caminhar algum dia em Marte", acrescentou.
A conferência de três dias, iniciada nesta segunda-feira (6), reuniu especialistas da Nasa, pesquisadores universitários e membros da indústria aeroespacial para discutir a exploração do planeta vermelho. "O Curiosity tem o tamanho de um pequeno [veículo] 4x4", disse Braun sobre o laboratório móvel de seis rodas que tem explorado Marte nos últimos nove meses.
 "Mas para uma missão tripulada seria necessário desenvolver um dispositivo capaz de pousar em solo marciano um volume equivalente a uma casa de dois andares com massa de 40 toneladas", acrescentou.

Suprimentos e potência
Uma missão assim demandaria envio de comida, água e oxigênio para os astronautas, e de um veículo suficientemente potente para retornar à nave espacial, que provavelmente ficaria em órbita. "As tecnologias às quais recorreríamos para pousar uma carga assim em Marte seriam sem dúvida muito diferentes dos sistemas que temos utilizado no robô, destacadamente menores",  disse Braun.
Com exceção do Curiosity, as seis primeiras sondas americanas que pousaram com sucesso em solo marciano desde 1974 eram suficientemente leves para frear sua descida com um paraquedas e amortecer com balões o contato com o solo.
Pesado demais para este modelo de pouso, o Curiosity demandou um complexo sistema que incluía um paraquedas supersônico e uma grua propulsionada por foguetes. Nada disso pode ser aplicado às cargas previstas para uma missão tripulada, disse Braun.
A atmosfera marciana é claramente menos densa do que a da Terra, cuja pressão atmosférica a 40 km de altitude é equivalente à de Marte a 10 mil metros, o que deixa pouco tempo para frear a velocidade supersônica de uma nave espacial, afirmou. "É um desafio que ainda não enfrentamos e para o qual não temos uma resposta específica", afirmou.
Para Adam Stelzner, um dos inventores da grua que permitiu fazer o Curiosity pousar, "não se trata de inventarmos novas tecnologias, mas de sermos um pouco mais criativos com o uso do que existe".
"Em 2003 - oito anos antes do lançamento do Curiosity - não sabíamos como pousar em Marte", lembrou este engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, afirmando que a grua espacial poderia servir para uma missão tripulada. "Precisamos de um sistema de retropropulsão que funcione duas ou três vezes na velocidade do som", opinou Charles Campbell, especialista em aerodinâmica da Nasa.
"Sabemos como construir uma máquina supersônica, mas não em retropropulsão", acrescentou, avaliando que "o motor do foguete e o controle da aterrissagem representam as maiores dificuldades". "Uma missão humana a Marte exigirá um veículo na escala de um ônibus espacial", disse Campbell, acrescentando que os custos serão altos e a magnitude do esforço provavelmente exigirá cooperação internacional.

 
Fonte: g1.com


Observação do planeta Saturno no Campus do Itaperi

O Observatório Astronômico Otto de Alencar, da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e o Clube de Astronomia de Fortaleza (CASF) fizeram na noite de quarta-feira, dia 8, o que pode ser considerado o melhor registro do planeta Saturno a partir de solo cearense.
Os trabalhos de observação e registro fotográfico aconteceram entre às 18h30 e 21h30, pela equipe composta por Luidhy Santana, aluno de Física da UECE e bolsista da Funcap, e pelo astrônomo amador Paulo Régis, do CASF. O resultado foi a foto abaixo:

 “No registro feito, percebe-se detalhes como os espaços entre os anéis que são as divisões de Cassini de forma bem clara e a de Encke, mais sutilmente. Percebe-se também as faixas equatoriais e a famosa tempestade hexagonal no polo, que foi fotografada pela primeira vez pela Sonda Cassini em órbita de Saturno em 27 de Novembro de 2012”, explica Paulo Régis.
Neste momento, informa Luidhy, Saturno esta a 1,3 bilhão de quilômetros da Terra. “Para se ter uma noção de quanto é longe, a distância entre a terra e o sol é 150 milhões de quilômetros e a nossa lua esta a apenas 384mil km de nosso Planeta.

A atividade foi uma troca de experiências com o objetivo de desenvolver conhecimentos para realizar pesquisas astronômicas de ponta. Hoje o observatório da UECE conta com um equipamento moderno e tecnologicamente atualizado.

O integrante do CASF, Paulo Régis, com experiência prática na obtenção e tratamento de imagens celestes, passou os principais procedimentos para captação de imagens planetárias para Luidhy, um dos membros do observatório Otto de Alencar e também membro do CASF. Dessa forma este trabalhou configurou um dos primeiros momentos de colaboração entre o CASF e o Observatório Otto de Alencar.

Equipamentos e métodos utilizados:
Telescópio Schmidt-Cassegrain 14" F= 3910mm, f11

Câmara planetária ASI 120 MC Powermate 2X

Captação dos dados: 769 frames a 16FPS com aproveitamentos de 546 frames usando o programa Sharpcapture

Processamento e empilhamento dos dados nos programas Castrator e AS!2

Fonte: Uece.br

Site para informações extras: http://saturn.jpl.nasa.gov/photos/imagedetails/index.cfm?imageId=4805

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Estudo indica que a água da Lua e a da Terra têm a mesma origem

Um estudo divulgado nesta quinta-feira em artigo na revista Science indica que a origem da água da Lua é muito parecida com a da substância na Terra. Pesquisadores descobriram que a quantidade de deutério na água presa em pedras capturadas pelas missões Apollo indica que a água do nosso satélite natural veio do cinturão de asteroides.



Há cerca de 4,5 bilhões de anos, dois enormes objetos colidiram no Sistema Solar e o resultado desse acidente de trânsito cósmico foi a formação de dois outros corpos: a Terra e a Lua. O intenso calor gerado nesse batida acabou com a água que por aqui existia. Contudo, ao longo desses bilhões de anos de jogo de bilhar astronômico, outros corpos menores se chocaram no planeta, e hoje temos evidências científicas de que a água, tão necessária à vida na terceira rocha do Sistema Solar, veio desses meteoritos. Pelo menos é o que se pensava até agora.

Os cientistas analisaram cristais que estão em pedras do nosso satélite natural que as missões Apollo trouxeram para a Terra. Como a água fica "presa" nesses cristais, eles conseguem descobrir a proporção de deutério - um isótopo de hidrogênio que tem um nêutron a mais de o hidrogênio comum - nela. A água tem mais ou menos deutério conforme o local onde ela se forma no Sistema Solar - quanto mais próximo do Sol, menos desse isótopo pode ser encontrado.

Os pesquisadores descobriram que essa proporção é compatível com condritos carbonáceos, meteoritos do Cinturão de Asteroides (aquele que fica entre Marte e Júpiter), e que se acredita que também são a origem da água no nosso planeta. Isso descartaria outra hipótese, de que cometas - que se formam nos confins do nosso sistema, na Nuvem de Oort - seriam a fonte da água da Lua.

"As medições em si são muito difíceis", diz Erik Hauri, do Instituto Carnegie de Washington. "Mas os novos dados proveem a melhor evidência até agora de que os condritos que carregam carbono são uma fonte comum para os voláteis (substâncias como a água) na Terra e na Lua, e talvez em todo o Sistema Solar interior."

Essa descoberta apresenta um problema para a teoria de que a Terra e a Lua foram criadas por um grande impacto: se a água dos dois corpos tem uma fonte em comum, isso sugere que ela já deveria estar por aqui quando o impacto aconteceu. Segundo os pesquisadores, contudo, o estudo não é inconsistente com essa hipótese.

"O impacto de alguma forma não causou a perda de toda a água", diz Alberto Saal, da Universidade Brown, que também participou da pesquisa. "Mas ainda não sabemos como esse processo ocorreu."

"Nosso trabalho sugere que elementos altamente voláteis não são completamente perdidos durante um grande impacto, diz James Van Orman da Universidade Case Western Reserve. "Nós precisamos voltar à prancheta e descobrir mais sobre que acontece nos grandes impactos, e nós precisamos também lidar melhor com os inventários voláteis da Lua."

Font: Terra