Em astronomia, quando um corpo celestial tem a composição como a de uma
estrela, mas tem massa entre a de um planeta gigante e a de uma estrela
pequenina. Ele é chamado de Anã Marrom. Este corpo é muito pequeno para
iniciar reações nucleares pela qual as estrelas brilham, então, brilha
no infravermelho. São conhecidas também como “estrelas falhadas”.
Imagina-se que elas também sejam incrivelmente quentes.
Como as estrelas maiores, as anãs são resultado do colapso de nuvens de
gás, mas elas não são grandes o suficiente para manter reações
nucleares. Ao invés disso, elas brilham vermelho por causa do calor da
sua formação, depois esmorecem. Mesmo assim, as anãs menos quentes já
conhecidas poderiam “assar” aventureiros do espaço que se aproximassem.
Contudo, cientistas da Universidade da Pensilvânia detectaram, por
meio de um telescópio da NASA, o brilho do que parece ser uma anã marrom
com temperatura de 30°C. O objeto espacial gira em torno de uma estrela
localizada a 63 anos-luz da Terra e tem massa sete vezes maior que a de
Júpiter. Com esta massa, ele seria considerado um planeta. Mas os
planetas são discos de gás e poeira que permanecem em torno de estrelas
recentemente formadas e os cientistas dizem que este corpo, denominado
WD 0806-661 B, está muito longe da estrela (quase 2500 vezes a distância
da Terra para o Sol), então, chamá-lo de planeta acabou sendo
descartado.
O WD 0806-661 B é mais quente que Júpiter, que chega a temperatura de
– 149°C, mas mais frio que as anãs marrons conhecidas, é uma incógnita
para os pesquisadores.
Fonte: HypeSience, [NewScientist]
terça-feira, 9 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Galáxia antiga abriga ancestrais químicos
Quando os planetas se formaram primeiro no Universo?
Apesar de descobrirmos centenas de exoplanetas e milhares de candidatos a
exoplanetas na Via Láctea, nós precisamos olhar o processo de formação
em galáxias muito mais distantes para descobrirmos as pistas iniciais
dos nossos ancestrais químicos.
© ESO (ilustração da formação de um planeta)
A vida como conhecemos se desenvolve num planeta. Os
planetas se formam de detritos deixados quando uma estrela nasce. A
formação planetária necessita de elementos mais pesados do que o
hidrogênio e o hélio, mas as primeiras estrelas eram feitas somente
desses elementos formados no Big Bang. Desse modo foi preciso esperar
por um tempo além de alguns ciclos de vida e morte estelar para que os
elementos mais pesados fossem forjados pela fusão nuclear e pelas
supernovas. Mas a questão permanece: em que momento na história inicial
do Universo esses elementos estavam presentes para formar planetas?
Um
grupo de astrônomos liderados por Jens-Kristian Krogager, um candidato a
Ph.D no Instituto Neils Bohr, fez um detalhado inventário de uma
galáxia muito distante, localizada numa posição no tempo quando o
Universo tinha aproximadamente 2,8 bilhões de anos de vida, ou seja,
cerca de 11 bilhões de anos atrás. Só para termos como referência o Sol
tem aproximadamente 5 bilhões de anos, ou seja, esse período é bem antes
dele ter se formado em sua nuvem original.
A
galáxia bloqueia parte da luz até mesmo dos quasares mais distantes,
assim seu espectro pode ser estudado por meio das linhas de absorção. O
estudo detalhado analisa a emissão da galáxia com redshift de z=2,35 que
causa absorção Lyman α no espectro do quasar SDSS J2222-0946. Elementos
individuais no gás podem remover ou bloquear certos comprimentos de
onda da luz de uma fonte localizada em segundo plano fornecendo o desvio
para o vermelho e a distância da galáxia. Essa galáxia também tem
linhas de emissão espectral de gás que foi excitado pela radiação
emitida pelas regiões de formação de estrelas.
Usando
o Very Large Telescope (VLT) do ESO no Chile e o telescópio espacial
Hubble da NASA e ESA, os astrônomos observaram várias linhas de emissão e
de absorção do oxigênio, nitrogênio, zinco, ferro, silício e magnésio
para determinar com precisão quanto desses elementos pesados e
potencialmente elementos de formação de planetas existiam no gás que
formou as novas estrelas. Eles determinaram que aproximadamente um terço
dos elementos pesados eram encontrados no Sol. Esses elementos tinham
que terem sido formados por gerações anteriores de estrelas que viveram e
morreram, criando o caminho agora para a formação potencial de planetas
6 bilhões de anos antes do Sol até mesmo ter nascido.
A galáxia parece formar estrelas numa taxa de aproximadamente 13 massas solares (M⊙)
por ano, só por comparação, a nossa galáxia forma uma massa solar por
ano. A galáxia é um pequeno e alongado disco com uma massa de 2 bilhões
de M⊙, muito menor do que as grandes galáxias espirais e elípticas que nós observamos no Universo hoje.
O
gás que foi estudado nas linhas de absorção e emissão localiza-se bem
fora do disco, indicando uma fonte galáctica em funcionamento. Isso
ocorre quando uma taxa elevada de formação de estrelas cria um grande
número de supernovas que expelem gás interestelar para fora da galáxia
desligando a formação de estrelas.
Galáxias
jovens, pequenas, ricas em elementos pesados e com alta taxa de formação
de estrelas foram os blocos fundamentais usados pelo Universo para
gerar posteriormente galáxias como a Via Láctea. Elas trazem suas
estrelas, planetas e gás que por meio de uma série de fusões formam as
metrópoles estelares em que vivemos hoje. Esses sistemas possuem
planetas rochosos e até mesmo habitáveis? Poderia a vida ter começado
mais distante no passado do que o nosso próprio planeta? E se sim, para
onde foi? Essas são as grandes questões que podemos especular, mas no
mínimo estamos aprendendo sobre a maravilha da astrofísica durante o
caminho.
A pesquisa foi publicada no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Fonte: Discovery,Cosmonovas.blogspot
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Fãs tentam batizar lua de Plutão com referência a 'Star Trek', mas astrônomos vetam brincadeir
A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) anunciou
nesta terça-feira que Kerberos e Estige foram oficialmente reconhecidos
como os nomes da quarta e da quinta lua de Plutão. A decisão frustra
milhares de participantes de uma enquete promovida na internet para
balizar o batismo dos corpos celestes descobertos nos últimos dois anos.
O nome mais votado foi Vulcan, planeta natal do personagem Spock, da
série Star Trek (Jornada nas Estrelas), mas a IAU não topou a brincadeira e optou pelo segundo e terceiro lugar na preferência do público.
A IAU é um órgão formado por astrônomos de todo o mundo e arbitra a nomeação de corpos celestiais. No momento de sua descoberta, esses novos objetos recebem nomes simples, para fins de catalogação (as duas luas de Plutão eram conhecidas, por exemplo, como P4 e P5). Mas, na hora de batizá-los oficialmente, a entidade segue certas regras, como a preferência por termos que façam referência a figuras mitológicas.
As novas luas de Plutão foram descobertas em 2011 e 2012, durante observações do planeta anão realizadas pelo astrônomo Mark Showalter, do Instituto Seti, usando o telescópio espacial Hubble, da Nasa. Kerberos está localizada entre as órbitas de Nix e Hidra, dois satélites maiores descobertos em 2005. Já Estige está entre Caronte, a maior e mais próxima lua de Plutão, e Nix. Ambas possuem órbitas circulares, percorrendo o mesmo plano que os outros satélites do sistema. Kerberos tem um diâmetro estimado de 13 a 34 quilômetros, enquanto Estige deve possuir um formato irregular com 10 a 25 quilômetros de extensão.
Vulcan é o nome de um planeta que aparece na série Jornada nas Estrelas. É a terra natal de Spock, um dos personagens mais famosos da história da ficção científica. Em uma tentativa de homenagear a série — e recebendo o apoio de atores que interpretaram os personagens — uma legião de fãs participou da enquete, tentando nomear um satélite real com o nome do planeta fictício.
Com a votação finalizada, Mark Showalter enviou o resultado para a IAU. Mas o órgão vetou a homenagem, alegando que o nome já havia sido usado para batizar um hipotético e já descartado planeta entre o Sol e Mercúrio, e que o termo não fazia referências ao mundo inferior. Assim, uma das luas de Plutão ficou com o nome de Cérbero, um cachorro de muitas cabeças que guarda o mundo inferior. Como já existe um asteroide chamado 1865 Cérbero, a entidade escolheu sua forma grega, Kerberos. O outro satélite acabou batizado de Estige, a deusa que governa o rio que leva ao mundo inferior.
Fonte: Revista Veja
A IAU é um órgão formado por astrônomos de todo o mundo e arbitra a nomeação de corpos celestiais. No momento de sua descoberta, esses novos objetos recebem nomes simples, para fins de catalogação (as duas luas de Plutão eram conhecidas, por exemplo, como P4 e P5). Mas, na hora de batizá-los oficialmente, a entidade segue certas regras, como a preferência por termos que façam referência a figuras mitológicas.
As novas luas de Plutão foram descobertas em 2011 e 2012, durante observações do planeta anão realizadas pelo astrônomo Mark Showalter, do Instituto Seti, usando o telescópio espacial Hubble, da Nasa. Kerberos está localizada entre as órbitas de Nix e Hidra, dois satélites maiores descobertos em 2005. Já Estige está entre Caronte, a maior e mais próxima lua de Plutão, e Nix. Ambas possuem órbitas circulares, percorrendo o mesmo plano que os outros satélites do sistema. Kerberos tem um diâmetro estimado de 13 a 34 quilômetros, enquanto Estige deve possuir um formato irregular com 10 a 25 quilômetros de extensão.
Depois da descoberta, Showalter decidiu realizar uma votação na
internet para nomear os dois satélites. Na mitologia grega, Plutão é o
deus do mundo inferior — a dimensão para onde as almas dos mortos são
enviadas. Por isso, os nomes de todas as suas luas deveriam fazer alguma
referência a essa lenda. Caronte é o barqueiro responsável por levar as
almas até o mundo inferior, Hidra era uma serpente mitológica de nove
cabeças, guardiã de uma das entradas para essa dimensão, e Nix, a deusa
da noite. Assim, os dois novos satélites deveriam seguir essa mesma
tendência. Mas não foi essa a opção do público.
Homenagem nas estrelas — A maior parte dos
participantes — mais de 174.000 — escolheu Vulcan, o deus grego do fogo.
Cérbero ficou em segundo lugar, com mais de 99.000 votos, e Estige, em
terceiro, com mais de 87.000.Vulcan é o nome de um planeta que aparece na série Jornada nas Estrelas. É a terra natal de Spock, um dos personagens mais famosos da história da ficção científica. Em uma tentativa de homenagear a série — e recebendo o apoio de atores que interpretaram os personagens — uma legião de fãs participou da enquete, tentando nomear um satélite real com o nome do planeta fictício.
Com a votação finalizada, Mark Showalter enviou o resultado para a IAU. Mas o órgão vetou a homenagem, alegando que o nome já havia sido usado para batizar um hipotético e já descartado planeta entre o Sol e Mercúrio, e que o termo não fazia referências ao mundo inferior. Assim, uma das luas de Plutão ficou com o nome de Cérbero, um cachorro de muitas cabeças que guarda o mundo inferior. Como já existe um asteroide chamado 1865 Cérbero, a entidade escolheu sua forma grega, Kerberos. O outro satélite acabou batizado de Estige, a deusa que governa o rio que leva ao mundo inferior.
Fonte: Revista Veja
terça-feira, 2 de julho de 2013
Decifrando o desastre do Proton-M
As ondas de choque do desastre ocorrido no Cosmódromo de Baikonur a 2
de Julho de 2013 ainda se vão fazer sentir durante muito tempo enquanto
que a Comissão de Inquérito nomeada pela Roscosmos irá tentar decifrar o
que correu mal e levou a que o foguetão 8K82KM Proton-M/DM-03 se
despenhasse cerca de trinta segundos após o seu lançamento.
O foguetão 8K82KM Proton-M/DM-03 (5115106754 53543/2L) foi lançado às 0238:21,585UTC e a bordo transportava três satélites Uragan-M (nomeadamente os satélites n.º 48, 49 e 50) que iriam fazer parte da constelação GLONASS-M, o equivalente russo ao sistema de navegação e de geoposicionamento GPS norte-americano. O lançamento ocorreu a partir da Plataforma de Lançamento PU-24 do Complexo de Lançamento LC81, curiosamente a mesma plataforma a partir da qual a 2 de Abril de 1969 foi lançado o foguetão 8K82K Proton-K/D (В10723301) transportando a sonda 2M n.º 522 que deveria ser enviada para o planeta Marte. Este veículo acabaria por se despenhar num acidente muito semelhante ao registado a 2 de Julho.
Logo após abandonar a plataforma de lançamento (e a T+4s) o foguetão desviou-se da sua trajectória, apresentando uma inclinação cada vez mais acentuada em relação ao seu eixo longitudinal à medida que os motores iam tentando compensar os desvios registados. As oscilações aumentaram a T+12s com o veículo a adoptar posteriormente uma posição paralela ao solo enquanto iniciava um mergulho fatal. As forças aerodinâmicas exercidas sobre a estrutura do lançador, levaram à separação do estágio Blok DM-03 e da carenagem de protecção. Os estágios inferiores ficaram envolvidos em chamas enquanto que um dos depósitos se separava do primeiro estágio, com o impacto no solo a ocorrer logo de seguida a cerca de 1,5 km do posto de comando a T+32s.
O que terá acontecido? Alguns relatos apontam para o facto de o lançador parecer estar condenado no momento em que abandona a plataforma de lançamento com um dos motores a ser direccionado para uma posição extrema, fazendo com que fosse extremamente difícil para o sistema de controlo de voo corrigir a direcção errada da força com os restantes cinco motores que estavam a tentar compensar o desvio. Como o sistema de emergência está bloqueado nos primeiros 42 segundos de voo para impedir que o veículo possa cair sobre o complexo de lançamento, os motores continuaram em ignição propulsionando o foguetão até ao momento do impacto no solo. No entanto, qualquer tentativa para determinar a causa do acidente nesta fase (que pode estar relacionada com o sistema de orientação do lançador), é pura especulação.
Fonte: http://www.zenite.nu/orbita/ acesso em 02/07/2013
O foguetão 8K82KM Proton-M/DM-03 (5115106754 53543/2L) foi lançado às 0238:21,585UTC e a bordo transportava três satélites Uragan-M (nomeadamente os satélites n.º 48, 49 e 50) que iriam fazer parte da constelação GLONASS-M, o equivalente russo ao sistema de navegação e de geoposicionamento GPS norte-americano. O lançamento ocorreu a partir da Plataforma de Lançamento PU-24 do Complexo de Lançamento LC81, curiosamente a mesma plataforma a partir da qual a 2 de Abril de 1969 foi lançado o foguetão 8K82K Proton-K/D (В10723301) transportando a sonda 2M n.º 522 que deveria ser enviada para o planeta Marte. Este veículo acabaria por se despenhar num acidente muito semelhante ao registado a 2 de Julho.
Logo após abandonar a plataforma de lançamento (e a T+4s) o foguetão desviou-se da sua trajectória, apresentando uma inclinação cada vez mais acentuada em relação ao seu eixo longitudinal à medida que os motores iam tentando compensar os desvios registados. As oscilações aumentaram a T+12s com o veículo a adoptar posteriormente uma posição paralela ao solo enquanto iniciava um mergulho fatal. As forças aerodinâmicas exercidas sobre a estrutura do lançador, levaram à separação do estágio Blok DM-03 e da carenagem de protecção. Os estágios inferiores ficaram envolvidos em chamas enquanto que um dos depósitos se separava do primeiro estágio, com o impacto no solo a ocorrer logo de seguida a cerca de 1,5 km do posto de comando a T+32s.
O que terá acontecido? Alguns relatos apontam para o facto de o lançador parecer estar condenado no momento em que abandona a plataforma de lançamento com um dos motores a ser direccionado para uma posição extrema, fazendo com que fosse extremamente difícil para o sistema de controlo de voo corrigir a direcção errada da força com os restantes cinco motores que estavam a tentar compensar o desvio. Como o sistema de emergência está bloqueado nos primeiros 42 segundos de voo para impedir que o veículo possa cair sobre o complexo de lançamento, os motores continuaram em ignição propulsionando o foguetão até ao momento do impacto no solo. No entanto, qualquer tentativa para determinar a causa do acidente nesta fase (que pode estar relacionada com o sistema de orientação do lançador), é pura especulação.
Fonte: http://www.zenite.nu/orbita/ acesso em 02/07/2013
domingo, 30 de junho de 2013
Achados exoplanetas em aglomerados estelares
Todas as estrelas começam suas vidas em grupos. A
maior parte das estrelas, incluindo o Sol, nasceu em pequenos e benignos
grupos que rapidamente se separaram.
© CfA (ilustração de um aglomerado estelar com exoplanetas)
Outras
se formaram em imensos e densos aglomerados que sobreviveram por
bilhões de anos como aglomerados estelares. Dentro desses ricos e densos
aglomerados, as estrelas disputam um espaço com milhares de vizinhas
enquanto que a radiação forte, e os violentos ventos estelares varrem o
espaço interestelar arrancando a matéria prima de formação de planetas
das estrelas próximas.
Aparentemente esse seria
um local pouco provável para se encontrar mundos alienígenas. Porém, a
3.000 anos-luz de distância da Terra, no aglomerado estelar NGC 6811, os
astrônomos encontraram dois planetas menores que Netuno orbitando
estrelas parecidas com o Sol. A descoberta foi publicada na revista
Nature, e mostra que os planetas podem se desenvolver mesmo nesses
aglomerados lotados de estrelas.
“Os velhos
aglomerados estelares representam um ambiente muito diferente do que o
lugar onde o Sol nasceu e de outras estrelas que possuem planetas”,
disse o principal autor do estudo Soren Meibom do Harvard-Smithsonian
Center for Astrophysics (CfA). “E nós pensamos que os planetas talvez
não pudessem se formar facilmente e sobreviver no estressante ambiente
dos densos aglomerados, em parte pelo fato de por muitos anos não termos
encontrado nenhum planeta nesse tipo de ambiente”.
Os
dois novos mundos alienígenas apareceram em dados da sonda Kepler da
NASA. O Kepler caça planetas por meio da técnica de trânsito, ou seja,
quando esses objetos cruzam a frente do disco das suas estrelas. Durante
o trânsito, as estrelas apresentam uma queda no seu brilho, que depende
do tamanho do planeta, permitindo assim que o tamanho do exoplaneta
seja determinado. O Kepler-66b e o Kepler-67b são ambos menores do que
três vezes o tamanho da Terra, ou seja, têm um tamanho equivalente a
três quartos do planeta e por isso são chamados de mini-Netunos.
Dos
mais de 850 exoplanetas conhecidos atualmente, somente quatro, todos
com tamanho similar ou maior do que Júpiter em massa, foram encontrados
em aglomerados.
O Kepler-66b e o Kepler-67b são
os menores exoplanetas encontrados em aglomerados estelares, e os
primeiros planetas encontrados em aglomerados observados por meio da
técnica de trânsito em suas estrelas hospedeiras, o que permite a
medição de seus tamanhos.
Meibom e seus colegas
mediram a idade do NGC 6811 em um bilhão de anos. O Kepler-66b e o
Kepler-67b se juntam assim, a um pequeno grupo de exoplanetas que
possuem sua idade, distância e tamanho determinados com precisão.
Considerando
o número de estrelas observadas pelo Kepler no NGC 6811, a detecção de
dois planetas implica que a frequência e as propriedades dos planetas em
aglomerados abertos são consistentes com os planetas ao redor de
estrelas de campo, ou seja, estrelas que não estão em aglomerados ou em
associações de estrelas, na Via Láctea.
“Esses
planetas são extremos cósmicos”, disse Meibom. “Encontrá-los significa
que pequenos planetas podem ser formados e sobreviver por no mínimo um
bilhão de anos, mesmo em ambientes caóticos e hostis”.
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