terça-feira, 6 de março de 2012

A fusão de galáxias no aglomerado Abell 520

A imagem a seguir mostra a distribuição da matéria escura, das galáxias e do gás quente no centro do aglomerado de galáxias em fusão Abell 520, formados pela violenta colisão de aglomerados massivos de galáxias.

© Hubble e CFHT (aglomerado de galáxias Abell 520)
A imagem em cor natural das galáxias foi feita com o telescópio espacial Hubble e com o telescópio Canadá-França-Havaí no Havaí.
Sobrepostos na imagem estão mapas falsamente coloridos mostrando a concentração da luz das estrelas, gás quente, e da matéria escura no aglomerado. A luz das estrelas das galáxias é derivada das observações feitas pelo telescópio Canadá-França-Havaí e é colorida de laranja. As regiões pintadas de verde mostram o gás quente, como detectado pelo observatório de raios X Chandra da NASA. O gás é a evidência que uma colisão está acontecendo. As áreas em azul apontam os locais de maior concentração de massa no aglomerado, que é predominada pela matéria escura. A matéria escura é uma substância invisível que é responsável pela maior parte da massa no Universo. O mapa da matéria escura foi derivado de observações feitas com a Wide Field Planetary Camera 2 detectando quanta luz dos distantes objetos é distorcida pelo aglomerado de galáxias, um efeito chamado de lente gravitacional.
A mistura azul e verde observada no centro da imagem revela que um aglomerado de matéria escura reside próximo da maior parte de gás quente, onde poucas galáxias são encontradas. Essa descoberta confirma observações prévias de um núcleo de matéria escura no centro do aglomerado. O resultado pode apresentar um desafio às teorias básicas da matéria escura, que dizem que as galáxias devem se manter unidas à matéria escura mesmo durante o choque ou uma violenta colisão.

Fonte: NASA

domingo, 4 de março de 2012

Telescópio Spitzer encontra jatos escondidos

O telescópio Spitzer da NASA fez essa imagem de uma estrela recém-nascida expelindo dois jatos idênticos (as linhas verdes emanando da estrela difusa)


© Spitzer (Herbig-Haro 34)
O jato na direita já havia sido visto antes em imagens feitas com a luz visível, mas o jato à esquerda, gêmeo idêntico do primeiro jato, só poderia ser visto em detalhe com os detectores infravermelhos do Spitzer. O jato da esquerda estava escondido atrás de uma nuvem escura.
Os jatos gêmeos, no sistema chamado de Herbig-Haro 34, são feitos de nós idênticos de gás e poeira, ejetados um após o outro de áreas ao redor da estrela. Estudando o espaçamento desses nós, e conhecendo a velocidade com a qual os jatos são expelidos de estudos anteriores, os astrônomos são capazes de determinar que o jato da direita esteja ejetando material, 4,5 anos depois do jato contrário.
Os novos dados também revelam que a área de onde os jatos se originam está contida dentro de uma esfera ao redor da estrela com um raio de 3 UA (unidades astronômicas). Uma unidade astronômica é a distância entre o Sol e a Terra (em média, 150 milhões de quilômetros). Estudos anteriores estimaram que o tamanho máximo da zona que está gerando os jatos era 10 vezes maior.
O material é composto de gás e poeira. Ondas de choque em forma de arco podem ser vistas no final dos jatos gêmeos. As ondas de choque consistem de material comprimido localizado na frente dos jatos.
Os jatos do Herbig-Haro 34 estão localizados a aproximadamente 1.400 anos-luz de distância na direção da constelação de Órion.

Fonte: NASA

sábado, 3 de março de 2012

Sonda Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno


A sonda espacial Cassini detectou oxigênio em uma baixa concentração em Dione, uma das luas de Saturno, o que indica que o planeta teria uma tênue atmosfera, embora muito menos densa que a da Terra.
"A sonda Cassini encontrou pela primeira vez íons de oxigênio molecular na gelada lua de Saturno de Dione", anuncia um comunicado emitido nesta sexta-feira pela equipe encarregada da missão.
No entanto, os íons de oxigênio estão muito dispersos - um por cada 11 centímetros cúbicos -, o que faz esta concentração equivalente à da atmosfera da Terra a uma altura de 480 quilômetros.
"Agora sabemos que Dione, da mesma forma que os anéis de Saturno e sua lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio", indicou Robert Tokar, um membro da missão Cassini no Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA).
Em sua opinião, esta descoberta confirma que o oxigênio é comum no sistema de luas de Saturno e que pode surgir em processos que não implicam formas de vida.
O oxigênio, elemento básico para a vida na Terra - onde sua concentração na atmosfera chega a cerca de 21% -, poderia se originar nas luas de Saturno devido a fótons solares ou partículas de energia que impactam contra a superfície de água gelada do satélite.
Os cientistas não pensavam que Dione, devido a seu pequeno tamanho, pudesse abrigar uma atmosfera. A nova descoberta faz deste pequeno satélite um objeto de estudo muito mais interessante.
A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão que conta com a participação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.

sexta-feira, 2 de março de 2012

NASA diz que Asteróide pode atingir a Terra e detonar uma cidade em 2040


Estamos condenados. Se não é em 2012, será em 2040. Pelo menos é o que a NASA diz, depois de ter revelado que descobriu um novo e enorme asteroide em rota de colisão com a Terra. É o AG5 2011, que pode colidir com o nosso planeta daqui 30 anos, mais precisamente em fevereiro de 2040.
Esta ameaça, ainda segundo a NASA, tem uma chance em 625 de atingir a Terra. Levando isso em conta, cientistas trabalham para lançar um meio de desviar o asteroide de sua rota. Mesmo porque as chances de atingir o planeta pode aumentar ao longo do tempo.
Não foi detectado o tamanho real do objeto. No entanto, estima-se que ele tenha 150 metros de largura – o suficiente para acabar com uma cidade.
Por enquanto, a companhia espacial norte-americana espera coletar mais dados sobre o asteroide em 2013. E aí, será que a coisa vai ficar preta daqui alguns anos?

Novo modelo explica formação dos planetas

Um novo estudo, que será publicado na edição de março do periódico Planetary and Space Science, propõe que os planetas nasceram ao mesmo tempo que o Sol, a partir de uma nuvem de gás fria.


© NASA (ilustração de um disco protoplanetário)
A ideia é contrária ao modelo mais aceito atualmente, uma variação da hipótese nebular, segundo a qual planetas resultam de colisões que ocorrem depois da formação da estrela a partir de uma nuvem quente e achatada, na forma de um disco, conforme a figura acima. A hipótese nebular é o modelo mais aceito para explicar a formação e evolução do Sistema Solar. Foi proposto originalmente em 1734 pelo sueco Emanuel Swedenborg e atualizado ao longo do século XIX e XX por muitos cosmólogos. A variação mais aceita foi proposta pelo russo Victor Safranov e pelo americano George Wetherill durante a década de 1970. De acordo com a hipótese, as estrelas se formam dentro de densas e massivas nuvens de hidrogênio. Depois disso, um disco de gás se forma em volta da estrela, e planetas rochosos podem se formar a partir dele por meio da colisão caótica de grandes pedaços acumulados de matéria. Os planetas gasosos seriam formados por vários pedaços de gelo distantes da estrela. Embora dominante, esta teoria não consegue explicar diversas características do Sistema Solar, daí o interesse por novas hipóteses.
De acordo com os autores do estudo, Anne Hofmeister e Robert Criss, ambos da Washington University em St. Louis, EUA, o modelo antigo não é convincente ao tentar explicar por que os planetas se organizam em órbitas, por que possuem movimento de rotação e por que os planetas mais próximos do Sol são rochosos, e os mais distantes, gasosos.
A ideia apresentada por Anne e Criss usa as leis da física para explicar por que uma nuvem de gás entrou em colapso formando o Sol e os planetas ao mesmo tempo. Anne explica que o primeiro acontecimento foi a formação de núcleos rochosos próximos do Sol. Esses núcleos se transformaram nos planetas rochosos. "A nuvem de gás começou a se contrair, e os núcleos rochosos se formaram para conservar a rotação da nuvem", diz.
A especialista explica que os núcleos também atraem gás, mas apenas quando estão longe do Sol. "Só assim eles conseguiram competir com a força gravitacional do Sol para atrair o gás para si". Isso explicaria a formação dos planetas gasosos, como Júpiter e Saturno.
O novo modelo, afirmam os autores, explicaria também a formação de planetas fora do Sistema Solar. Segundo os especialistas, o telescópio Hubble ajuda a comprovar a proposta. O observatório já registrou estrelas nascendo dentro de nuvens frias.
Criss afirma que existem evidências observáveis de que o modelo do disco achatado e quente está errado. "Não faz sentido que um bando de colisões aleatórias entre objetos pesados e maciços vá produzir um Sistema Solar com planetas orbitando a estrela em um plano magnífico, com todos os mundos girando para o mesmo lado”, diz. "Seria o mesmo que ativar uma bomba nuclear e esperar que todas as árvores caiam de maneira organizada."


Fonte: VEJA