quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Nebulosa Planetária da Aranha Vermelha

A Nebulosa Planetária da Aranha Vermelha mostra a complexa estrutura que pode resultar quando uma estrela normal ejeta seus gases externos e torna-se uma estrela do tipo anã branca.


© Carlos Milovic (NGC 6537)

Oficialmente chamada de NGC 6537, essa nebulosa planetária simétrica com dois lobos abriga uma das anãs brancas mais quentes já observadas, provavelmente como parte de um sistema binário de estrelas. Ventos internos emanando das estrelas centrais visíveis no centro, foram medidos e excedem os 1.000 quilômetros por segundo. Esses ventos expandem a nebulosa, fluem ao longo da parede da nebulosa, e causam ondas de gás quente e poeira que colidem. Os átomos capturados nessas ondas de colisão irradiam a luz mostrada na imagem acima obtida pelo telescópio espacial Hubble. A Nebulosa da Aranha Vermelha localiza-se no centro da constelação do Arqueiro (Sagittarius). A sua distância não é muito bem conhecida mas tem sido estimada em algo em torno de 4.000 anos-luz.

Fonte: NASA

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Phobos: a lua condenada de Marte

Phobos é uma lua condenada. Marte, o planeta vermelho que recebeu esse nome em homenagem ao deus romano da guerra, possui duas pequenas luas, Phobos e Deimos, que tiveram seus nomes derivados do grego para Medo e Pânico.

© NASA/HiRISE (Phobos)

Essas luas marcianas podem muito bem serem asteroides capturados originados no cinturão principal de asteroides que se localiza entre Marte e Júpiter, ou talvez possam ser originadas de regiões mais distantes ainda do nosso Sistema Solar. A maior lua, Phobos, é vista como um objeto semelhante a um asteroide repleto de crateras nessa bela imagem colorida feita pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, registrada numa resolução de aproximadamente sete metros por pixel. Mas a órbita de Phobos está localizada tão perto de Marte, aproximadamente 5.800 quilômetros acima da superfície (só para se ter um comparativo, a nossa Lua fica a aproximadamente 400.000 km), que as forças gravitacionais de maré estão puxando a lua cada vez mais para baixo, ou seja, para mais próximo do planeta. Em 100 milhões de anos estima-se que Phobos será provavelmente destruída pelas tensões geradas pelas forças de maré, e que os detritos originados dessa destruição formarão um anel de decaimento ao redor do planeta Marte.

Fonte: NASA

Chegada do homem a Marte pode ser ameaça para o planeta

Cientistas afirmam que a chegada do homem a Marte pode ser uma grande ameaça para o planeta vermelho, uma vez que trilhões de micróbios viajariam com cada astronauta que pisar em solo marciano. Enquanto esses micróbios evoluíram em milhares de anos para ajudar as pessoas a fazerem tudo, desde digestão a impedir bactérias de prejudicar vidas, não existe explicação em como eles poderiam interagir com o ambiente do planeta.


De acordo com o jornal britânico Daily Mail, agências espaciais estão repensando maneiras de minimizar os riscos de contaminação. "Se tivermos astronautas humanos em Marte, não existe forma de esteriliza-los. Eles estariam 'vomitando' milhares de micróbios a cada segundo. Seria um grande problema", explicou Cynthia Phillips, do Instituto de Pesquisa à Inteligência Extraterrestre, dos Estados Unidos.
Robôs como a Curiosity da Nasa, que pousou em Marte no dia 5 de agosto, podem ser limpos, mas ainda não existe forma de fazer o mesmo com exploradores humanos. Os dados que a sonda Curiosity está coletando do território vermelho podem ajudar cientistas a entender o quão sensível a superfície do planeta pode ser para contaminação.
O fundador da empresa americana SpaceX, Elon Musk, afirmou que pretende mandar astronautas para Marte em 15 anos; e a empresa holandesa Mars One quer pousar uma nave com quatro pessoas no planeta em 2023 como os primeiros passos para estabilizar uma colônia permanente por lá. O Tratado do Espaço Externo de 1967 diz que países podem ser responsáveis por atividades interplanetárias de empresas privadas em suas fronteiras, e podem ser levados a julgamento internacional com acusações de contaminações a outro planeta.
"Se você quer ser um bom cidadão do Sistema Solar, seguirá as regras de proteção planetária, assim como você recolhe o lixo e não espalha poluição no país", afirma Cassie Conley, oficial de proteção planetária da Nasa.

Estudo identifica sistema de pulsar com órbita mais rápida já observada.

Um pulsar que viaja pelo espaço com uma estrela companheira, completando a órbita mais rápida já vista para esse tipo de sistema, foi detectado por uma equipe de astrônomos, que publicou o estudo na revista “Science” desta quinta-feira (25).

Um pulsar é uma estrela de nêutrons, um objeto compacto e muito denso, muitas vezes com grande rotação, formado durante a explosão de uma estrela massiva, ou supernova.
O pulsar desse estudo está localizado na constelação do Centauro e foi chamado de chamado PSR J1311-3430. Ele gira 390 vezes por segundo em torno de seu próprio eixo e tem uma estrela companheira que gira ao seu redor. A dupla faz uma órbita em torno de seu centro de massa comum em apenas 93 minutos. A velocidade do pulsar chega a 13 mil quilômetros por hora, e a da parceira é ainda maior: 2,8 milhões de quilômetros por hora.
Segundo os cientistas, liderados por Holger Pletsch, do Instituto Max Planck de Física Gravitacional, na Alemanha, esse é o mais curto período orbital conhecido de todos os pulsares que habitam sistemas binários – em que dois corpos giram em volta de um centro comum, ligados gravitacionalmente.


De acordo com a equipe, a descoberta pode ajudar a entender a origem e a evolução desses tipos raros de pulsares, que têm centenas de rotações por segundo e incorporam matéria de suas estrelas companheiras.
O novo pulsar foi apelidado de "viúva negra", pois está "sugando" o astro companheiro – este já identificado anteriormente por telescópios ópticos. O nome, segundo os astrônomos, é uma alusão à espécie de aranha em que a fêmea mata o macho após a cópula.
Isso porque, no futuro, a PSR J1311-3430 pode acabar evaporando por inteiro a parceira – que é feita basicamente de gás hélio – e ficar sozinha. Cada vez mais, as duas estão se aproximando, e atualmente ficam a 1,4 vez a distância da Terra em relação à Lua.

Algumas estrelas de nêutrons giram em torno de seu próprio eixo e emitem ao espaço feixes de raios gama semelhantes a um farol. Esse sinal radioativo também revela muito sobre a companheira, que no atual caso é pequena e extremamente densa – com pelo menos oito vezes a massa de Júpiter e apenas 60% do raio desse planeta. Em relação ao Sol, a densidade do astro que acompanha a PSR J1311-3430 é cerca 30 vezes maior.
Desde 2008, o lançamento do telescópio espacial de raios gama Fermi, da Nasa, tem colaborado para que os astrônomos detectem um grande número de pulsares – esse novo foi encontrado graças à técnica, após uma análise de dados obtidos ao longo de quatro anos. O primeiro pulsar rápido foi descoberto há 30 anos, por outros métodos.
Os cientistas planejam agora novas observações em frequências mais altas de radiação para determinar com precisão a distância entre esse pulsar e a Terra, por exemplo.


domingo, 28 de outubro de 2012

Maior complexo astronômico no Atacama revela imagens do projeto

O maior projeto de astronomia terrestre via rádio do mundo, em construção pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) e parceiros internacionais – como o Brasil – no deserto do Atacama, no norte do Chile, teve novas imagens divulgadas nesta sexta-feira (26). A obra deve ser concluída em março de 2013.

 Várias antenas de rádio foram instaladas nessa região árida do Planalto de Chajnator para compor o telescópio de última geração Alma (sigla de Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array), que deve estudar a radiação produzida por alguns dos objetos mais frios do Universo.

Essas antenas serão articuladas como um telescópio gigante único, capaz de captar comprimentos de ondas de luz mil vezes mais longos do que qualquer objeto visível a olho nu, além de corpos mais frios do que registram os telescópios infravermelhos, que são bons em observar planetas distantes e sóis, mas acabam perdendo alguns planetas e nuvens de gases onde as estrelas se formam.


Abaixo, à esquerda, aparece o solo árido do deserto do Atacama, que é considerado o mais seco do mundo e cujo clima com baixíssima umidade ajuda a não ter interferência de outros sinais de rádio. Além disso, o telescópio, extremamente sensível, está instalado em uma região a quase 5 mil metros de altitude, o que facilita as observações.
À direita, aparece a primeira imagem antecipada pelo Alma, há um ano, que revela um par de galáxias espirais que se colidem a 70 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação do Corvo. A imagem combinou dois comprimentos de onda diferentes, durante os testes iniciais feitos em luz visível.