quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Falta de gravidade debilita o sistema imunológico dos astronautas

As perturbações do sistema imunológico dos astronautas nos voos espaciais, um problema identificado desde as primeiras missões, podem ser atribuídas à falta de gravidade, segundo um estudo de cientistas franceses e luxemburgueses.



"Queríamos saber o motivo do sistema imunológico se debilitar depois das missões espaciais", explica à AFP o professor Jean-Pol Frippiat, da Universidade de Lorraine de Nancy (leste da França), que coordenou o estudo, iniciado em 2005.

"Em um voo espacial há muitas modificações do entorno, muitos fatores de estresse: a microgravidade, a hipergravidade durante a decolagem, choques térmicos, perturbações vinculadas à alternância de dia e noite", afirma.

O problema é observado desde as primeiras missões lunares americanas Apollo, nos anos 1960 e 1970. Para descobrir qual era o fator determinante, os cientistas enviaram à Estação Espacial Internacional (ISS) ovos de pleurodeles, uma espécie de salamandra.

"Depois reproduzimos em terra cada um destes fatores de estresse, em condições espaciais, com os animais. Em cada oportunidade, estudamos a produção de anticorpos", explicou o cientista.

Ao fim do estudo, os cientistas constataram que apenas a falta de gravidade influencia nos anticorpos, de forma quantitativa e qualitativa. "Alguns aumentam e outros diminuem", explicou o professor Frippiat.

A fragilidade do sistema imunológico é a razão pela qual os cientistas colocam os astronautas em quarentena antes da decolagem. Jean-Pol Frippiat advertiu ainda para os riscos à saúde representados pelas viagens longas ao espaço.

"Atualmente, as missões à ISS são de curta ou média duração. Por exemplo, para uma viagem de 10 dias precisamos de 15 depois do retorno para que o sistema imunológico se normalize. Mas não conhecemos os efeitos de uma viagem muito longa ao espaço", observa.

O estudo foi publicado na revista americana The Faseb Journal, em cooperação com cientistas da Universidade de Luxemburgo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Foto: o misterioso hexágono de Saturno

Durante um voo até os arredores de Saturno na década de 1980, a sonda espacial Voyager registrou uma estranha nuvem hexagonal no pólo norte do planeta. Quase trinta anos se passaram e ninguém ainda pode afirmar com certeza o que há por trás do fenômeno.


A imagem acima foi obtida pela sonda espacial Cassini e, comparada com os registros feitos pela Voyager, mostra como a nuvem se manteve relativamente estável mesmo após mais de duas décadas.

O buraco negro mais jovem da galáxia

Novas análises do remanescente de uma supernova, denominada W49B, mostram que o mais jovem buraco negro formado na Via Láctea pode estar escondido por lá.



© NASA (remanescente de supernova W49B)
Pesquisadores acreditam que o remanescente surgiu de uma explosão rara. As explosões de supernova que destroem estrelas massivas geralmente são simétricas, com o material estelar sendo expelido de maneira mais ou menos igual em todas as direções. Contudo, no caso de W49B, a matéria da estrela foi ejetada a velocidades mais elevadas ao longo dos pólos do que do equador, o que originou sua forma alongada e elíptica.
Na maioria das vezes, estrelas massivas que explodem em supernovas originam um denso núcleo em rotação chamado de estrela de nêutrons. Essas estrelas podem ser detectadas a partir de raio-X ou pulsos de rádio. Uma nova análise dos dados do observatório de raios X Chandra da NASA não revelou evidências de uma estrela de nêutrons. Isso implica a existência de outro material que pode ter se formado na explosão, como um buraco negro.
A imagem acima do W49B combina dados de raios X obtidos pelo Chandra (em azul e verde), dados de ondas de rádio do Very Large Array do NSF (em rosa) e dados infravermelhos do observatório Palomar do Caltech (em amarelo).
O resquício de supernova tem aproximadamente mil anos de idade visto da Terra (ou seja, não incluindo o tempo de viagem da luz). É praticamente muito jovem, num Universo que se pensa ter 13,7 bilhões de anos. O W48B se encontra relativamente próximo de nosso planeta, a uma distância de cerca de 26 mil anos-luz.
Outro remanescente de supernova conhecido em nossa galáxia é o SS433. Acredita-se que o objeto contém um buraco negro, mas muito mais velho que o W49B, com idade entre 17 mil e 21 mil anos. Tanto a ausência de um núcleo estelar em rotação, como o material em torno do corpo celeste, podem indicar a presença de buracos negros.

Fonte: NASA

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pode haver evidência de vida marciana nesta amostra de terra

Esta é a primeira amostra de terra marciana que foi extraída utilizando a broca da Curiosity.


A foto foi tirada ontem e é parte de rocha pulverizada que foi transferida da broca para a pequena pá de 4,5cm de largura da sonda. O próximo passo é conduzir a amostra aos instrumentos de análise da Curiosity que é, em síntese, um laboratorio ambulante do tamanho de um carro.
Ninguém sabe se a amostra apresentará nada de especial, mas como é a primeira vez que a Curiosity analisa pó de rocha marciana há chance de encontrar compostos ligados ao desencolvimento de vida, permitindo focar os esforços da equipe que comanda o veículo. Vamos cruzar os dedos.

Fonte. Nasa, HypeScience

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Cientistas anunciam descoberta do menor planeta conhecido

Cientistas de diversos países divulgaram nesta quarta-feira em artigo na revista especializada Nature a descoberta do menor exoplaneta já registrado. Kepler-37b, como é chamado, é ainda menor que Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar.



O nome vem da estrela Kepler-37, a qual o planeta orbita. O corpo descoberto, devido ao seu tamanho extremo, parecido com o da Lua, e por ter a superfície muito irradiada por seu sol, é provavelmente rochoso e sem atmosfera, assim como Mercúrio.

Os pesquisadores encontraram três planetas no sistema e, para isso, analisaram dados de 978 dias de observação do telescópio Kepler. A estrela que eles orbitam é mais fria que o Sol.
Segundo a revista, a capacidade de detecção desse tipo de objeto melhorou muito e, até agora, não havia sido registrado nenhum planeta menor que Mercúrio. Além disso, esse tipo de estudo, afirma a Nature, nos ajuda a entender melhor os sistemas planetários e mostra que alguns são muito parecidos com o nosso.

"Apesar de planetas menores que Mercúrio serem esperados em teoria e sua detecção já ter sido prevista, nossa detecção de Kepler-37b é notável, já que o sinal de trânsito ter sido encontrado em dados de menos de 0,5% das estrelas observadas pelo Kepler. Apesar de a detecção de um planeta não poder ser usada para determinar a taxa de ocorrência, ela dá peso à opinião de que a aumenta exponencialmente quanto menor for o tamanho do planeta", dizem os autores.