segunda-feira, 2 de julho de 2012

Rastro de fogo toma conta do céu da Austrália Ocidental


Rastro de fogo tomou conta do céu da Austrália Ocidental por cerca de 20 minutos
Foto: Reprodução 

Um rastro de um objeto queimando tomou conta do céu da Austrália Ocidental por cerca de 20 minutos na última sexta-feira. Segundo jornal britânico Daily Mail, moradores da cidade de Perth acreditam que um meteorito caiu no oceano, deixando uma trilha de fogo no céu. O fenômeno aconteceu pouco antes do pôr do sol, por volta das 18h.
Segundo o jornal, trilhas de meteoritos são vistas rapidamente no céu, e as chances de ver um objeto mergulhar no oceano são raras. O ocorrido causou debates e polêmica entre os moradores da cidade justamente por ter ficado visível por aproximadamente 20 minutos.

Nave Russa Soyuz TMA-03M aterrissa com sucesso

Tripulação chega com segurança a terra após seis meses de missão espacial.


O módulo de descida da nave russa Soyuz TMA-03M, com três tripulantes a bordo, aterrissou hoje com sucesso nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia.
A cápsula - que trouxe de volta da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) o astronauta russo Oleg Kononenko, o americano Donald Pettit e o holandês André Kuipers - tocou terra às 5h14 (horário de Brasília), a hora prevista.
Os tripulantes da Soyuz TMA-03M ficaram pouco mais de seis meses a bordo da plataforma orbital, na qual permanecem os russos Gennady Padalka e Sergei Revin, e o astronauta da Nasa de origem porto-riquenha Joe Acabá.

domingo, 1 de julho de 2012

Sinais de oceano são encontrados em Titã

As medições do campo gravitacional de Titã, uma das luas de Saturno, obtidas pela sonda Cassini, sinalizam a existência de um oceano de água sob a superfície, como vem sendo sugerido por pesquisadores há vários anos.


© Cassini (Titã passando em torno de Saturno)

A Cassini vem recolhendo dados sobre Saturno e suas luas desde que a sonda entrou em sua órbita, em 2004.
Ela efetuou medições da gravidade durante seis sobrevoos realizados sobre Titã, entre 2006 e 2011, o suficiente para evidenciar detalhes sobre a estrutura interior de Titã.

O pesquisador Luciano Iess, da Universidade La Sapienza, na Itália, analisou os novos dados e descobriu que eles revelam o interior de Titã como muito flexível, deformando-se de tal maneira que só seria compatível com um enorme corpo liquefeito mexendo-se no interior da lua.
Ele e seus colegas dos EUA e da Itália identificaram oscilações de maré muito fortes conforme a lua orbitava em torno de Saturno.

Se Titã fosse composta inteiramente de rocha sólida, a atração gravitacional de Saturno poderia causar protuberâncias, ou "marés sólidas", de não mais do que 1 metro de altura.
Mas os dados mostram que Saturno cria marés sólidas de aproximadamente 10 metros de altura, o que sugere que Titã não é inteiramente formada por material rochoso sólido.
Na Terra, as marés resultantes da atração gravitacional da Lua e do Sol puxam nossos oceanos superficiais. No mar aberto, essas marés podem atingir 60 centímetros.

Embora a água seja mais fácil de se mover, o puxão gravitacional também faz com que a crosta da Terra apresente protuberâncias, com marés sólidas de cerca de 50 centímetros.
A presença de uma camada subsuperficial de água líquida em Titã não é em si um indicador para a vida.
Os cientistas acreditam seja mais provável que a vida surja quando água líquida entra em contato com rochas, e essas novas medições não permitem concluir se o fundo do oceano de subsuperfície é feito de rocha ou de gelo.

Mas os resultados têm uma grande importância para o mistério da reposição de metano em Titã.
"A presença de uma camada de água líquida em Titã é importante porque queremos compreender como o metano é armazenado no interior de Titã, e como ele pode vazar até a superfície," disse Jonathan Lunine, da Universidade de Cornell.
"Isso é importante porque tudo o que é único sobre Titã deriva da presença de metano em abundância, mas o metano na atmosfera é instável e destruído em escalas de tempo geologicamente muito curtas," completa.
Um oceano de água líquida, "salgado" com amônia, poderia produzir líquidos que borbulham através da crosta, liberando metano do gelo e reabastecendo o metano que se degrada na atmosfera.
Assim, o eventual oceano de subsuperfície funcionaria também como um reservatório profundo de metano.

Fonte: NASA

Evaporação da atmosfera de um exoplaneta

O telescópio espacial Hubble captou a evaporação da atmosfera de um planeta distante.


© NASA (ilustração da evaporação da atmosfera do HD 189733b)

O planeta, situado a cerca de 60 anos-luz de distância da Terra, recebeu um brilho tão intenso de sua estrela que perdeu pelo menos mil toneladas de gás por segundo.

Os cientistas, liderados por Alain Lecavelier des Etangs, do Instituto de Astrofísica de Paris, observaram a atmosfera do planeta HD 189733b, similar a Júpiter, que orbita ao redor da estrela HD 189733A, em dois momentos diferentes, no início de 2010 e no final de 2011.


© Hubble/Swift (vista do HD 189733b no óptico e ultravioleta)

Cerca de cinco milhões de quilômetros, uma distância 30 vezes menor do que da Terra ao Sol, separam o planeta de sua estrela.

É por isso que o exoplaneta se aquece em torno de 1.030ºC, embora esse calor não chegue a ser suficiente para provocar a evaporação de sua atmosfera.

A estrela do distante planeta apresentava uma radiação de raios X que quadruplicava sua luminosidade.
Os pesquisadores, além de confirmar que algumas atmosferas de planetas se evaporam, observaram como variaram as condições físicas da evaporação com a passagem do tempo. Ninguém tinha conseguido isso até então.

Os cientistas calculam que o exoplaneta recebeu uma radiação de raios X três milhões de vezes superior a que a Terra recebe do Sol.

"Foi o brilho de raios X da HD 189733A mais brilhante já observado até agora e parece muito possível que o impacto do calor sobre o planeta possa ter provocado a evaporação observada horas mais tarde através do Hubble", explicou Peter Wheatley, da Universidade Britânica de Warwick.


© Swift (emissão de raios X da estrela HD 189733A)

A equipe também acompanhou a estrela com o telescópio Swift de raios X. Em 7 de setembro de 2011, apenas oito horas antes do Hubble foi agendada para observar o trânsito, o Swift estava monitorando a estrela quando se desencadeou uma emissão poderosa. Um pico 3,6 vezes em raios X ocorreu acima dos níveis de emissões emanados pelo Sol.

Este estudo, cujas conclusões serão publicadas no próximo número da revista Astronomy & Astrophysics, tem importância não só para a análise dos planetas similares a Júpiter. Os cientistas pensam que as "super-Terras" rochosas descobertas recentemente poderiam ser restos de planetas como HD 189733b depois da evaporação total de suas atmosferas.


Fonte: NASA



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Nave que levou 1ª chinesa ao espaço retorna à Terra, mas capota ao pousar

A Shenzhou 9 aterrissou ao norte do país. Apesr do forte impacto e sacudidas da nave, astronautas nada sofreram.


A nave espacial chinesa Shenzhou 9, lançada ao espaço no último dia 16, retornou nesta sexta-feira (29) à Terra após completar com sucesso o primeiro acoplamento espacial manual realizado pela China. A nave aterrissou por volta das 10h locais (23h de Brasília) no condado de Siziwang, ao norte da região autônoma da Mongólia Interior (norte da China). O pouso esteve longe de ser suave, pois ao tocar o solo o módulo capotou. Pôde-se escutar um forte barulho da batida no terreno.
Apesar da violência do impacto e das sacudidas da nave, os astronautas nada sofreram e deixaram o módulo como heróis nacionais.
Após 13 dias de missão, os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, esta última a primeira mulher chinesa a viajar ao espaço, voltaram para casa em boas condições, segundo a equipe médica que os atendeu após a aterrissagem.
Os astronautas foram recebidos com uma breve cerimônia, após adaptarem-se à gravidade da Terra e saírem da nave, uma hora depois da aterrissagem.
A tripulação do Shenzhou IX entrará para a história da China por completar com sucesso a quarta missão tripulada produzida pelo país asiático e conseguir realizar o primeiro acoplamento manual entre uma nave chinesa e o módulo espacial Tiangong I, embrião da futura base espacial do gigante asiático.
"Esta conquista teve um significado muito importante para a corrida espacial chinesa", destacou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no Centro de Controle Aeroespacial de Pequim.


A China, o terceiro país a levar astronautas ao espaço, quer demonstrar com seu programa espacial que está capacitada tecnologicamente para trabalhar em bases permanentes no cosmos, em resposta à reserva de países como os Estados Unidos quanto à sua participação na Estação Espacial Internacional (ISS).
O país asiático espera instalar seu primeiro laboratório no espaço em 2016 e dispor de uma base permanente até o final desta década.