A partir de 2023 turistas poderão viajar a Marte com passagem de ida
simples, que será financiada com a cobertura da aventura, promete uma
empresa holandesa, enquanto o veículo-robô Curiosity da Nasa (a agência
espacial americana) faz as primeiras explorações no planeta vermelho.
"A conquista de Marte é a etapa mais importante da história da humanidade", disse à AFP
Bas Lansdorp, engenheiro mecânico de 35 anos que criou a empresa "Mars
One", decidido a prosseguir com sua ideia, apesar do ceticismo dos
especialistas.
Uma particularidade do projeto é que, por enquanto, não haverá viagem de
volta, impossível do ponto de vista técnico, explicou Bas Lansdorp.
O empresário avalia o custo da viagem em US$ 6 bilhões, mais de duas
vezes os US$ 2,5 bilhões da missão da sonda Curiosity, que posou em
Marte em 5 de agosto para investigar se o entorno do planeta foi
propício à vida microbiana no passado.
A seleção de astronautas, sua vida diária em Marte e a viagem de sete
meses serão material para programas de televisão destinados a financiar a
aventura. Bas Lansdorp explicou ter tido a ideia do financiamento do
projeto ao conversar com o compatriota Paul Römer, um dos criadores do reality show Big Brother, exibido pela primeira vez na Holanda, em 1999.
Alguns especialistas se questionam sobre a ética do projeto ou sua
possibilidade técnica, embora outro holandês, Gerard't Hoofd, prêmio
Nobel de Física em 1999, apoie a empresa holandesa e seja um de seus
embaixadores.
"Sempre houve aventureiros para lançar viagens ao desconhecido. Pensemos
nos vikings que foram para a América, em Cristóvão Colombo",
argumentou, em declarações à AFP. O engenheiro Lansdorp, que trabalhou com energia eólica, admite que falta concretizar vários aspectos do projeto.
Só a metade das missões das grandes agências espaciais lançadas desde
1960 para pousar em Marte teve sucesso. Mas a Mars One prevê criar no
planeta uma colônia a partir de 2023. O presidente americano, Barack
Obama, estabeleceu como meta enviar homens a Marte antes de 2030.
Bas Lansdorp e sua equipe, formada por um físico, um desenhista
industrial e um especialista de comunicação empresarial, contam em
manter o controle sobre a "coordenação geral" do projeto. A realização
técnica ficará a cargo de empresas privadas especializadas.
Possível... em teoria
A seleção e o treinamento dos candidatos astronautas deveriam começar,
em 2013, e o envio dos módulos habitacionais, das provisões e dos
veículos robotizados estão previstos entre 2016 e 2022.
Em abril de 2023, os quatro primeiros homens e mulheres pousarão em
Marte. Outros astronautas (21 no total em 2033) se somarão. A
temperatura média no planeta é de -55°C e a atmosfera é composta em 95%
de dióxido de carbono.
Os astronautas instalarão a colônia e realizarão pesquisas científicas.
Seu oxigênio será produzido a partir da água presente sob a forma de
gelo no subsolo.
"Penso que restam perguntas que não têm sido examinadas em
profundidade", avalia Chris Welch, professor de engenharia espacial da
Universidade Internacional para o Espaço (ISU), sediada em Estrasburgo
(nordeste da França).
"De um ponto de vista técnico, diria que é metade/metade", acrescentou
Welch, explicando que a produção de oxigênio a partir do gelo é
"possível em teoria", embora extremamente incerta.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Buracos negros escondidos no Universo
A galáxia NGC 1068 ou M77 é mostrada a seguir com um buraco negro ativo em seu núcleo.
De acordo com o modelo "unificado" do AGN, essas e a maioria das outras variações na aparência são principalmente devido ao ângulo em que uma galáxia e seu motor central são vistos. No primeiro caso, a galáxia é vista de frente, e com movimento rápido de gás perto do buraco negro é claramente visível. Neste último caso, toda a galáxia, bem como uma região obscurecida pela poeira em torno do buraco negro é visto de lado, tal região bloqueia a nossa visão do gás que se move rapidamente, ocorrendo absorção no infravermelho devido à poeira.
Fonte: Astrophysical Journal
© Chandra (galáxia NGC 1068)
Astrônomos
ao estudarem galáxias extremas semelhantes no infravermelho descobriram
que o material que obscurece o núcleo pode estar localizado sobre uma
região estendida, e não confinado em uma área pequena.
No
centro da maioria das galáxias, incluindo a nossa Via Láctea existe um
buraco negro supermassivo. O material que cai no interior do buraco
negro aquece e pode irradiar de forma dramática, por vezes, também
impulsiona a ejeção de jatos bipolares de partículas carregadas. Nesses
chamados núcleos galácticos ativos (AGN) observou-se dois aspectos:
brilhante, gás quente movendo-se rapidamente com características de
emissão de poeira, ou poeira de absorção com modesto deslocamneto de
gás.
De acordo com o modelo "unificado" do AGN, essas e a maioria das outras variações na aparência são principalmente devido ao ângulo em que uma galáxia e seu motor central são vistos. No primeiro caso, a galáxia é vista de frente, e com movimento rápido de gás perto do buraco negro é claramente visível. Neste último caso, toda a galáxia, bem como uma região obscurecida pela poeira em torno do buraco negro é visto de lado, tal região bloqueia a nossa visão do gás que se move rapidamente, ocorrendo absorção no infravermelho devido à poeira.
Os
astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA) Andy
Goulding, Bill Forman, Christine Jones, e Markos Trichas realizaram um
estudo sobre a origem dessa absorção no infravermelho.
Eles
utilizaram o espectrômetro infravermelho do telescópio espacial Spitzer
para examinar a presença de poeira em todos os 20 AGNs próximos com
colunas extremamente grandes de gás neutro (espessura Compton AGN).
Os
espectros fornecem medidas quantitativas de formação de estrelas, bem
como a absorção de poeira. Foi encontrado que, em uma minoria
significativa de casos, a poeira absorvente é espalhada sobre uma região
maior, em apoio de uma variante do modelo unificado. Os pesquisadores
alertam que esses tipos de AGNs têm níveis anormalmente elevados de
formação estelar.
domingo, 12 de agosto de 2012
Após Curiosity, incertezas rondam programa da Nasa em Marte
Curiosity faz um auto-retrato em 360ºC, tirada de uma das câmeras localizada no mastro vertical do robô
Foto: Nasa/Divulgação
Foto: Nasa/Divulgação
A chegada da nave da NASA em Marte, levando o robô Curiosity
nesta semana, preparou o terreno para uma potencialmente mudança na
missão para saber se o planeta mais parecido com a Terra já teve a
chance de desenvolver vida, embora as missões de acompanhamento só
existam em rascunhos.
Os Estados Unidos havia planejado uma equipe com a Europa em um trio de missões a partir de 2016 que culminaria com o retorno de amostras de rochas de Marte para a Terra, um esforço que o Conselho Nacional de Pesquisa considera prioridade máxima em ciência planetária para a próxima década.
Citando preocupações com o orçamento, a administração de Obama colocou um fim na participação da Nasa no programa europeu ExoMars no início do ano, levando a agência espacial dos EUA a reexaminar suas opções antes que mais uma oportunidade de voo apareça. Terra e Marte se alinham favoravelmente para lançamentos a cada 26 meses.
Um relatório da NASA, que deverá ser divulgado neste mês, deverá destacar alternativas de menor custo para as missões em Marte que poderão ser lançadas em 2018 e 2020.
Uma segunda missão espacial para acompanhar as descobertas do Curiosity ou para explorar outros três locais de aterrissagem identificados originalmente para o Curiosity poderiam ser "o próximo passo lógico", disse o chefe do programa de exploração em Marte, Doug McCuistion. Mas ele duvida que terá o dinheiro para isso.
Os Estados Unidos havia planejado uma equipe com a Europa em um trio de missões a partir de 2016 que culminaria com o retorno de amostras de rochas de Marte para a Terra, um esforço que o Conselho Nacional de Pesquisa considera prioridade máxima em ciência planetária para a próxima década.
Citando preocupações com o orçamento, a administração de Obama colocou um fim na participação da Nasa no programa europeu ExoMars no início do ano, levando a agência espacial dos EUA a reexaminar suas opções antes que mais uma oportunidade de voo apareça. Terra e Marte se alinham favoravelmente para lançamentos a cada 26 meses.
Um relatório da NASA, que deverá ser divulgado neste mês, deverá destacar alternativas de menor custo para as missões em Marte que poderão ser lançadas em 2018 e 2020.
Uma segunda missão espacial para acompanhar as descobertas do Curiosity ou para explorar outros três locais de aterrissagem identificados originalmente para o Curiosity poderiam ser "o próximo passo lógico", disse o chefe do programa de exploração em Marte, Doug McCuistion. Mas ele duvida que terá o dinheiro para isso.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Nave da NASA explode durante a realização de testes
Um projeto da NASA que pretende levar veículos para a Lua apresentou problemas durante a realização de testes no Centro Espacial Kennedy.
Segundo informações divulgadas pela própria NASA, ontem (09) o veículo do projeto Morpheus levantou do chão e, em seguida, sofreu uma falha nos componentes de hardware. Isso o impediu de manter um voo estável e acabou com a explosão da nave experimental.
A Agência afirma ainda que ninguém ficou ferido e os bombeiros do Centro Espacial logo cuidaram de apagar o incêndio. É comum que esse tipo de falha aconteça na fase de testes de novos projetos, afinal, são testes! Tudo o que der errado durante irá ajudar os engenheiros a construir o melhor sistema possível.
A espaçonave do projeto Morpheus custou cerca de R$ 7 milhões para ser construída e foi projetada para ser totalmente autônoma, com capacidade para transportar até 500 kg pela superfície lunar.
Confira no vídeo como foi essa experiência frustrada com a nave:
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