domingo, 30 de setembro de 2012

Curiosity acha resquícios de possível rio em Marte

A sonda Curiosity, da Nasa, encontrou indícios de que o local do seu pouso em Marte já esteve cheio de água, elemento considerado crucial para a possibilidade de ter havido vida no planeta, disseram cientistas nesta quinta-feira. As informações são das agência Reuters e AFP.

Segundo a Nasa, esta rocha é na verdade formada por pequenos fragmentos fundidos
Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS/Divulgação

 

A Curiosity, um laboratório móvel completo, do tamanho de um carro pequeno, pousou em 6 de agosto dentro de uma depressão próxima ao equador marciano. Análises de uma lasca de pedra encontrada nos arredores indicam que ali já houve uma corredeira.

Imagens enviadas pela sonda e divulgadas nesta quinta-feira mostram pedras arredondadas incrustadas na rocha. Rebecca Williams, cientista ligada ao projeto, disse que essas pedras são grandes demais para terem sido transportadas pelo vento. "O consenso da equipe científica é que são seixos transportados pela água em um riacho vigoroso", disse ela. Acredita-se, portanto, que a rocha tenha estado no leito de um antigo rio com profundidade 10 a 50 cm.

Os tamanhos e as formas destas pedras dão uma ideia de velocidade e distância do fluxo desta corrente, segundo os cientistas. "A partir do tamanho do cascalho, se pode inferir que a água fluiu a 0,91 metro por segundo", disse William Dietrich, da Universidade da Califórnia, um dos cientistas da missão. Dietrich acredita que o rio possa ter chegado a 1 m.

A forma arredondada de algumas destas rochas indicam que foram transportadas por longas distâncias da parte superior da bacia, onde um "canal" chamado "Peace Vallis" se unia à corrente aluvial. "A forma deste cascalho indica que foi transportado e o tamanho confirma que não foi arrastado pelo vento, mas pelo fluxo d'água", disse Rebecca.

A abundância de canais na bacia aluvial sugere que estes fluxos d'água foram contínuos ou repetidos durante um longo período de tempo e não ocasionais ou de alguns poucos anos, explicaram os cientistas. Já tinham sido observadas provas da presença de água em Marte no passado, mas nunca tinham sido detectados sedimentos deixados pela água, afirmaram.


A sonda se dirige agora a uma área conhecida como Glenelg, onde três tipos diferentes de rocha se encontram. Os cientistas ainda não decidiram se a lasca de rocha merece uma análise química, ou se há alvos mais adequados para que a Curiosity procure elementos constitutivos da vida e os minerais que os preservariam.

"A questão da habitabilidade vai além da simples observação da água de Marte", disse o cientista John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Certamente a água corrente é um lugar onde micro-organismos poderiam ter vivido. Esse tipo em particular de rocha pode ou não ser um bom lugar para preservar esses componentes que associamos a um ambiente habitável", afirmou.

O Laboratório Curiosity de Ciência em Marte custou US$ 2,5 bilhões e é a primeira missão de astrobiologia da Nasa desde as sondas Viking, na década de 1970.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Um novo cometa passará próximo a Terra em 2013 e poderá ser mais brilhante que a Lua cheia


Astrônomos russos usando o telescópio da ISON descobriram um cometa chamado C/2012 S1, espera-se que ele seja o visitante do nosso sistema solar mais brilhante do último século, um cometa que será consideravelmente mais brilhante que  Hale-Bopp (1997) e o Cometa Harley (1986). O pedação de rocha e gelo deverá permanecer visível por até três meses.

O C/2012 S1 foi descoberto em 21 de setembro por Vitali Nevski e Artytom Novichonok. O objeto atingirá seu periélio (o ponto mais próximo do Sol) em 28 de novembro de 2013 a uma distância de 0,012 AU, ou quase 2,9 milhões de quilômetros. Em 1º de outubro de 2013, o cometa oscilará em direção a Marte e, então, à Terra em 26 de dezembro de 2013.

Especialistas preveem que ele pode se transformar em um incrível sinal no céu à noite, o medo porém é que ele se desintegre ao se aproximar do sol, como já acontecido antes com outros cometas.

O cometa é, no momento, bastante discreto, mas na medida em que ele se aproximar do Sol, ficará bastante brilhante, dizem os astrônomos.  Ele será facilmente visível por astrônomos amadores, mas experientes, usando equipamento CCD nos próximos meses e será uma visão boa para binóculos em meados de setembro do próximo ano, em seguida, a olho nu, em novembro. Dependendo do brilho, o cometa deverá permanecer visível a olho nu do começo de novembro de 2013 até meados de janeiro de 2014.

O C/2012 S1 não é o único cometa que será visto aqui próximo a Terra, é esperado também o cometa Pan-STARRS  para março de 2013, embora segundo informações ele não será tão brilhante quanto ao nome

Fonte: Gizmodo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sonda Curiosity analisa rocha pela primeira vez em Marte

Pela primeira vez, a sonda Curiosity analisou uma pedra em Marte
Foto: Nasa/Divulgação

A sonda Curiosity da Nasa, que está em Marte desde o dia 6 de agosto, tocou em uma rocha com seu braço robótico no último sábado, 22 de setembro. Foi a primeira vez que a sonda analisou um material do planeta vermelho tão de perto. Foram estudados os elementos químicos presentes na pedra, chamada Jake Matjevic.
De acordo com o site da Nasa, o espectrômetro (APXS) da sonda entrou em contato com a pedra no 46º dia em que o robô está em solo marciano. A câmera "Mars Hand Lens Imager" (Mahli), localizada no mesmo braço robótico, foi usada para inspeções na rocha.
Com testes finais feitos a laser, a Curiosity encerrou o trabalho na Jake Matijevic na última segunda-feira. A sonda pousou em Marte há sete semanas e iniciou uma missão que terá dois anos de duração usando 10 instrumentos

Estrela supermassiva ilumina uma nebulosa

A bela Nebulosa do Casulo está localizada a aproximadamente 4.000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Cygnus (O Cisne).


© Jean-Charles Cuillandre (Nebulosa do Casulo)

Escondido dentro do Casulo existe o desenvolvimento de um recente aglomerado aberto de estrelas dominado por uma estrela massiva no centro da imagem que abre um buraco na nuvem molecular existente através do qual a maior parte do seu material flui. A mesma estrela, que foi formada a aproximadamente 100.000 anos atrás, fornece a fonte de energia para a maior parte da luz emitida e refletida a partir dessa nebulosa.

Estrelas massivas brilham constantemente até o hidrogênio se fundir para formar hélio (que leva bilhões de anos em uma pequena estrela, mas apenas milhões em uma estrela de grande massa), quando se torna uma supergigante vermelha e começa com um núcleo de hélio rodeado por uma camada de refrigeração, cujo gás está em expansão. Durante os próximos milhões de anos uma série de reações nucleares ocorrem formando elementos diferentes nas camadas em torno do núcleo de ferro. 

Quando o núcleo entra em colapso, gerando uma uma supernova, ondas de choque golpeiam as camadas externas da estrela. Se o núcleo estiver entre 1,5 a 3 massas solares, sobrevive, contrai para se tornar uma estrela de nêutrons. Se o núcleo é muito maior do que três massas solares, o núcleo se contrai para se tornar um buraco negro.

Fonte: Daily Galaxy

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A lua vermelha de Júpiter

A lua Amalteia, de Júpiter, é um dos objetos mais vermelhos do Sistema Solar.


© NASA (ilustração de Júpiter e Almateia)
Ela segue abaixo da órbita de Io (um dos quatro maiores satélites do planeta), assim como Métis, Adrasteia e Tebe, mas é a maior desse grupo.
Amalteia é o terceiro dos satélites conhecidos de Júpiter. Foi descoberto, a exatamente 120 anos, em 9 de Setembro de 1892 por Edward Emerson Barnard usando o seu telescópio refractor de 36" (91 cm) no Observatório Lick. Amalteia foi a última lua a ser descoberta através de observações visuais diretas (em oposição à fotografia), e a primeira lua a ser descoberta desde que Galileu observou os quatro satélites galileanos em 1610. É o maior do grupo joviano de satélites interiores.
O nome "Amalteia" não foi formalmente adotado pela União Astronômica Internacional até 1975, embora tenha sido usado informalmente durante muitas décadas antes da sua sugestão por Camille Fammarion. Antes de 1975 era mais conhecido simplesmente pela sua designação romana, como "Júpiter V".
Amalteia é o segundo objeto mais vermelho do Sistema Solar (Sedna é o primeiro), até mais vermelho que Marte. A sua cor é provavelmente devida ao enxofre expelido pelos inúmeros vulcões de Io. Observações feitas com o espectrômetro do Hubble confirmam grande presença do enxofre que deixa Amalteia tão vermelha. Aparecem áreas brilhantes de verde na maiores inclinações de Amalteia, mas a natureza desta cor é ainda desconhecida.
Amalteia tem uma forma irregular, com dimensões de 270x168x150 km; o longo eixo está orientado na direção de Júpiter. É também altamente craterado, algumas das quais são extremamente grandes relativamente ao tamanho da lua. Pan, a maior cratera, mede 100 quilômetros de diâmetro e tem pelo menos 8 km de profundidade. Outra cratera, Gaea, mede 80 km de diâmetro e tem provavelmente o dobro da profundidade de Pan. Amalteia tem duas montanhas conhecidas, Mons Lyctas e Mons Ida, que chegam a uma altura de 20 km.
A combinação entre a forma irregular de Amalteia e o seu tamanho implica que Amalteia seja um corpo razoavelmente forte e rígido; se fosse composto por gelo ou outros materiais fracos, a sua própria gravidade teria deixado Amalteia num corpo mais esférico. Tal como todas as luas de Júpiter, sofre a atração das forças das marés de Júpiter, e o seu longo eixo aponta na direção do planeta a todas as alturas. A sua composição é provavelmente mais parecida com a de um asteroide do que com alguma das luas galileanas, e eventualmente poderá ter sido capturado. Como Io, Amalteia liberta mais calor do que recebe do Sol. É provavelmente devido às correntes elétricas induzidas pela sua órbita através do campo magnético de Júpiter.
Outro fato interessante sobre esse satélite natural é que ele emite mais calor do que recebe do Sol. Há duas hipóteses para isso: a energia que ele recebe do poderoso campo magnético de Júpiter ou efeito do campo gravitacional do planeta gasoso.
Assim como Tebe, completa uma rotação ao redor do seu eixo quando completa uma volta ao redor de Júpiter, o que significa que mostra sempre a mesma face para o planeta, do qual está distante 181.400 km. Por comparação, a distância da Lua para a Terra é de 384.000 km. Essa proximidade de um planeta deveria fazer com que Almateia fosse destruída pela gravidade. Isso não ocorre por causa de seu tamanho pequeno (apenas 19 vezes menor que Io).
Por outro lado, os astrônomos calculam que o fim de Almateia será digno de uma tragédia grega: ela está tão próxima de Júpiter que está destinada a cair e ser morta por seu planeta.

Fonte: NASA